segunda-feira, 17 de maio de 2021

Linha Nova.


Marcos. BMW R 1250 GS Adventure HP.

André. Triumph Bonneville Black T100


Sábado, dia 03 de abril de 2021.

Saí de Porto Alegre em torno das 9 horas da manhã em direção a cidade de São Leopoldo para encontrar meu filho André. Nosso destino foi a pequena cidade de Linha Nova, localizada na serra gaúcha. Este é nosso segundo passeio juntos desde a aquisição da Bonneville do André e ele desejava testar a moto nova em alguma estrada off road. Escolhemos Linha Nova por se tratar de um local sem grandes apelos turísticos e esperávamos não encontrar aglomerações de pessoas, já que estamos em época da pandemia de COVID 19. 

Segui para São Leopoldo pela BR 116, distante cerca de 33 Km do meu ponto de partida. Após encontrar o André, seguimos pela mesma BR 116 por mais 17 Km até o Café Daiane, localizado no Km 228,6 da rodovia, anexo à malharia do mesmo nome, onde paramos para tomarmos um café. O lugar é bastante agradável, com atendimento muito simpático e cordial e com lanches bastante saborosos. 

Continuamos subindo a serra pela BR 116 por cerca de 10 Km até chegarmos em um mirante cerca de 2 Km antes da cidade de Morro Reuter, onde paramos para umas fotos. Após alguns minutos conversando com outro motociclista, o Guilherme, que ali também estava parado com sua scooter Kymco lindíssima. Ao tentarmos sair, a moto do André não deu partida no motor, com sinais de falta de energia, algo inesperado para uma motocicleta nova, com apenas 3000 Km e menos de um ano de uso. Após algum tempo insistindo e percebendo que em alguns momentos ela parecia que iria “ressuscitar”, porém sem sucesso, resolvemos chamar a assistência Triumph e recolher a moto para a concessionária autorizada abortando, assim, nosso passeio. Eis que quando um motociclista está parado por algum tipo de pane, sempre surgem outros motociclistas querendo ajudar. Dessa vez não foi diferente. Veio ao nosso encontro o Joaquim, que por ali passava e, em seguida, também o novo amigo Guilherme que há pouco havia saído dali. Seguindo às perguntas inerentes à situação, esse amigo sugeriu se tratar de oxidação dos conectores da bateria, já que a moto havia ficado muitos meses parada antes de adquirirmos, algo que jamais imaginaríamos por se tratar de um veículo novo. Após limpar as conexões dos cabos na bateria, o motor deu a partida sem qualquer sinal de sofrimento. Viagem salva!!! Após algum tempo de conversa muito agradável, seguimos nosso caminho em direção à cidade de Linha Nova. Andamos mais cerca de 21 Km até a cidade de Picada Café, onde se pode optar por dois caminhos em direção à Linha Nova, à esquerda da rodovia. A estrada principal seria através da Avenida Presidente Lucena, que é a primeira via à esquerda da rodovia junto à uma rotatória, antes de cruzar a ponte sobre o rio Cadenas. A segunda opção seria pela Rua Josef Federhen, também à esquerda da BR 116, porém após cruzar a ponte. Buscamos informações de qual seria a estrada sem pavimentação, nos sendo informado se tratar do segundo caminho. Como queríamos pegar um pouco de off road, seguimos por aquela estrada. Após poucos quilômetros o asfalto deu lugar a uma rodovia sem pavimentação bastante firme e tranquila que, no entanto, não durou mais do que poucos quilômetros, já encontrando o asfalto iniciado na Avenida Presidente Lucena. Continuamos até Linha Nova, que está distante apenas 8,4 Km do entroncamento com a BR 116, em Picada Café.

Chegando na cidade, logo avistamos um local que parecia ser um restaurante à direita da rodovia localizado em uma grande área aberta. Seguimos até a rua principal da cidade, poucos metros à frente, onde não encontramos qualquer outro local para comermos. Retornamos aquele que seria o único local onde encontraríamos refeição. Chegando descobrimos que se tratava de uma cervejaria chamada Qüera. Um local bastante amplo, com uma grande área verde onde é possível comer no chão do imenso gramado, tipo piquenique, com lagos e um visual fantástico. Também existe a possibilidade de escolher ficar em mesas sobre um grande deck ao ar livre. Inicialmente ficamos receosos devido ter um número considerável de pessoas ali. Após observarmos um pouco o local, assim como o comportamento das pessoas e da equipe da cervejaria, percebemos que seguiam as regras de segurança necessárias para o momento em que vivemos. No lugar não existe almoço, mas apenas lanches e petiscos. O lanche que escolhemos estava extremamente saboroso e com preço bastante justo. É claro que não foi possível experimentarmos as cervejas ali produzidas por razões óbvias. A cervejaria é um misto de cultura alemã e tradicionalismo gaúcho, o que cria um ambiente bastante peculiar. Fica localizada na rua 25 de Julho, número 500. 

Após almoçarmos fomos fazer um passeio pela cidade para posteriormente seguirmos até a cidade de Feliz. No centro da cidade passamos pelo Parque Municipal onde se encontra a construção que abrigou a primeira cervejaria do Rio Grande do Sul, a cervejaria Ritter, cuja data de fundação é incerta com alguns afirmando ser em 1846 e outros em 1864. Em frente ao parque está a Igreja Luterana, a Biblioteca Municipal, onde foi a primeira escola construída pela comunidade evangélica no ano de 1850, e uma pequena praça. Descendo a rua lateral à praça se pode encontrar a Casa de Cultura em frente ao cemitério. Seguindo pela rua principal, a rua Henrique Spier, se pode chegar até a Praça das Águas, uma pequena praça com dois lagos. A zona rural é um espetáculo à parte, com paisagens incríveis e repletas de uma tranquilidade indescritível.

Linha Nova é um pequeno município da serra Gaúcha distante cerca de 87 Km de Porto Alegre, de colonização alemã que se iniciou na primeira metade do século XIX. Até 1959 a cidade pertencia ao município de São Sebastião do Caí, a seguir passando ao domínio do município de Feliz, onde permaneceu até sua emancipação em 1992. A base da economia é a agricultura familiar, sendo o maior produtor de couve-flor do Estado. A população gira em torno de 1600 habitantes, onde todos se conhecem e comungam dos mesmos hábitos e costumes. A religião predominante é a Luterana, seguida da Católica. O índice de criminalidade é o mais baixo do Rio Grande do Sul.

A rodovia que leva até a cidade de Feliz é asfaltada, porém existe uma estrada alternativa não pavimentada, que foi onde optamos por seguir. O acesso a esta estrada se dá pela rua Morro Grande, localizada duas quadras à esquerda após passar a Igreja Luterana. Seguindo por essa rua se anda cerca de 2 Km em asfalto, após o que inicia uma rodovia não pavimentada que corta a zona rural seguindo até a cidade de Feliz, por mais cerca de 12 Km, chamada Rua Roseiral. Os primeiros quilômetros são de um off road bastante firme e uma estrada com curvas bastante fechadas, com subidas e descidas. Após a estrada fica mais reta e plana, chegando a um entroncamento onde se deve seguir pela via da direita. Neste entroncamento havia sido colocado uma quantidade bastante grande de brita, porém sem grande dificuldade na transposição, mesmo com a Bonneville. A região tem uma paisagem sensacional, com uma natureza exuberante, onde se passa pelas diversas propriedades dos agricultores locais. Vale cada quilômetro rodado. 

Após passarmos pela cidade de Feliz, iniciamos nosso retorno para Porto Alegre pela rodovia RS 452 por cerca de 6 Km até a ERS 122  no município de Bom Princípio e, a partir desta, por cerca de 27 Km até a RS 240 no município de Portão, 13 Km ate a localidade de Scharlau, já em São Leopoldo, onde se acessa a BR 116 por mais 11 Km até a BR 448 (Rodovia do Parque), mais 22 Km até a BR 290 de onde nos dirigimos à Porto Alegre. Desde a saída de Feliz, o único trajeto de rodovia com pista simples fica nos 6 Km iniciais da RS 452. A partir da RS 122 até chegar em Porto Alegre todas as rodovias são duplicadas.

Chegamos em casa às 18h50min, com um total de 207,7 Km rodados no dia. 

Este foi um dos poucos passeios que fizemos durante a pandemia. Nestes mais de 12 meses pouco tiramos a moto da garagem, respeitando as medidas de segurança. Desta vez julgamos que estaríamos em segurança no momento em que optamos por um lugar calmo e sem a possibilidade de grande movimento de pessoas.


Café Daiane



Café Daiane

Mirante


Rua Josef Federhen

Rua Josef Federhen

Cervejaria Qüera

Cervejaria Qüera

Cervejaria Qüera

Cervejaria Qüera

Cervejaria Qüera

Igreja Luterana

Biblioteca Municipal - Primeira escola, construída em 1850

Casa de Cultura

Cervejaria Ritter. Primeira cervejaria do Rio Grande do Sul 1846 ou 1864


Rua Henrique Spier

Parque Municipal

Estrada para Feliz por off road. Rua Roseiral.

Rota


Primeira viagem do André na Bonneville

Reciclagem Mastertrail

 

            O ano de 2020 foi bastante atípico fazendo com que os passeios de moto e principalmente as viagens  não fossem permitidos devido à pandemia da COVID-19.  A revisão dos conceitos e da técnica é sempre muito importante, principalmente após uma parada de vários meses sem treinar a pilotagem. 

            Após o Mastertraining de novembro de 2020, optamos por refazer o nível Expedition onde os conceitos básicos de pilotagem off road são consolidados.


Treino

Mais treino

Mais do que instruções, amizades cada vez mais fortalecidas

Frenagem

Frenagem na água

Mais instruções

Mais treino


Equilíbrio e transferência de peso

Frenagem de emergência


Novo Hamburgo – Sapataria




Marcos e Renata: BMW R GS 1250 HP Adventure
Humberto e Marina: BMW R 1200 GS Rallye Adventure

Dia 02 de maio de 2020. Passeio em Novo Hamburgo para comprar um par de tênis na loja Cia do Calçado, no Bairro Primavera, às margens da BR 116. 

Dados do Computador de Bordo:
Início: 14h20 min.
Chegada: 19h11min.
Condução: 2h12min.
Pausa: 2h37min.
Distância percorrida: 112 Km
Geral: 1018 Km.
Velocidade média: 62 Km/h.
Consumo: 19,2 Km/l.




terça-feira, 15 de dezembro de 2020

MASTER TRAINING – TRANSFORMANDO MEDO EM DIVERSÃO.

          No sábado, 28 de novembro de 2020, estivemos mais uma vez na Master Trail Escola de Pilotagem Avançada onde tivemos a oportunidade de treinar as manobras off road com a orientação e supervisão do amigo e instrutor André Vargas. Desta vez foi a atividade Master Training, onde passamos “um dia intenso dedicado à revisão e aprimoramento das técnicas de pilotagem para retomada das (...) aventuras” (https://www.mastertrail.com.br/nossos-cursos). 
          Quando paramos de executar atividades por um determinado tempo, o nosso corpo não responde aos comandos do cérebro da forma como faz quando estamos treinados. Isto acontece com todos nós, sejamos atletas profissionais, amadores ou praticantes de atividades de lazer. 
         Neste ano de pandemia muitos de nós deixamos as motos paradas por longo tempo preocupados em proteger nossa saúde e dos nossos familiares, assim como sem esquecer que os possíveis acidentes aos quais estamos sujeitos também poderiam contribuir para uma maior lotação dos hospitais. É nossa consciência e atitudes que nos posicionam na sociedade em que vivemos. 
        Esta parada fez com que perdêssemos muito da nossa capacidade de pilotagem, nos deixando mais inseguros e sujeitos a situações desagradáveis, como quedas mais frequentes, dores musculares por contratura tensional durante a pilotagem e maior astenia física e emocional. 
         A retomada da atividade de forma gradual, progressiva e orientada faz toda a diferença no resultado final, evitando as possíveis lesões que porventura surgirão. Para isso, uma escola de pilotagem que ofereça este tipo de treinamento nos traz grande segurança além de proporcionar momentos extremamente agradáveis juntamente com os demais pilotos, onde todos compartilham suas experiências, sempre sob o olhar técnico e crítico do instrutor, levando a um maior crescimento do grupo e cercado de muita diversão.        
          Foram aproximadamente 12 horas de treinamento orientado dentro de uma área segura e projetada para prática de pilotagem off road, inclusive com ambulância disponível, onde executamos manobras diversas tais como equilíbrio, transferências de peso, frenagens, aclives, declives, planos inclinados (curvas e retas), obstáculos, areia solta, rípio, e muitas outras situações. O final foi coroado com uma simulação de enduro não competitivo pelas estradas do interior do município de Nova Santa Rita, sendo grande parte percorrido à noite, chegando até uma pequena vila onde existe uma balsa para travessia do Rio dos Sinos. 
          A organização do treinamento contou com o apoio da Stéphanie Vargas e da Eliane Soares, staff da família Master Trail, do piloto Hilton Müller, do fotógrafo e piloto Frederico Hanke e do Rogério, operador de drone.
















                                                                                                                   FOTOS:  FREDERICO HANKE

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Flores da Cunha / Otávio Rocha


Marcos André dos Santos – BMW R 1250 GS HP Adventure

Humberto Gassen e Marina – BMW R 1200 GS Adventure


Sábado, dia 19 de setembro de 2020. Saída de Porto Alegre em torno das 9 horas da manhã com destino à localidade de Otávio Rocha, distrito do município de Flores da Cunha, na Serra Gaúcha. 

Rumamos pela BR 116 até a localidade de Scharlau, município de São Leopoldo (31 Km), entramos na ERS 240 até o município de Portão (13 Km), seguimos pela ERS 122 até o município de Farroupilha (59 Km) entrando na ERS 453 até a Estrada Municipal Vereador Marcial Pisoni, início do Caminhos da Colônia (18 Km) à esquerda da rodovia. Neste ponto seguimos por esta rodovia que já mostra uma paisagem diferente com a zona rural típica italiana. Percorremos 1 Km até a Estrada Vereador Ari Antônio Bergoza, mais 1,5 Km até a Estrada Municipal Vicente Menezes onde dobramos à esquerda, seguindo mais 5 Km até a Estrada Olindo Carlos Toigo, entrando à esquerda novamente e andando mais 4 Km até o Casarão dos Veronese em torno das 11 horas da manhã, estando fechado à visitação. 

Continuamos por mais 2 Km até o centro do distrito de Otávio Rocha, onde paramos em uma pequena cantina.  Ali conversamos com o proprietário que também é proprietário de um hotel e restaurante em frente chamado Dona Adélia. O atendimento e simpatia no atendimento fizeram com que programássemos nosso almoço daquele dia naquele restaurante. Antes, no entanto, fomos até o centro de Flores da Cunha, distante cerca de 12 Km de onde estávamos.

Flores da Cunha é uma cidade da Serra Gaúcha, distante cerca de 150 Km de Porto Alegre e com uma altitude de 710 metros acima do nível do mar. A colonização italiana é bastante presente na arquitetura, na gastronomia, na vitivinicultura, na cultura e no dialeto Vêneto. O município tem uma população de um pouco mais de 30.700 habitantes. A principal atividade econômica é a vitivinicultura, sendo o maior produtor de vinhos e o segundo maior produtor de uvas do Brasil. Também tem o comércio, turismo, indústria, avicultura e fruticultura como outras atividades econômicas do município. A colonização italiana se deu a partir do ano de 1876, com os primeiros imigrantes formando os povoados de São Pedro e São José os quais se uniram em 1885 formando a Vila Nova Trento tornando-se, em 1890, segundo distrito de Caxias e se emancipando desta em 1924.Em 1935 teve seu nome trocado para Flores da Cunha em homenagem ao então governador do Estado, General José Antônio Flores da Cunha.

A cidade é conhecida como Terra do Galo devido a um episódio ocorrido no ano de 1934 quando um mágico que por ali passava anunciou que faria eu seu show um galo cantar após ter cortado sua cabeça. Após decapitar a ave, saiu do palco com o argumento de que iria buscar a substância mágica que faria o galo cantar, aproveitando o momento para fugir com o dinheiro da bilheteria. O que inicialmente foi motivo de deboche por parte de Caxias do Sul, nos anos de 1960 se tornou uma história cômica até hoje alegrando a população e os visitantes de Flores da Cunha.

Após um breve passeio pelo centro da cidade, paramos para descansarmos e tirarmos algumas fotografias na praça central, em frente à Igreja Matriz Nossa Senhora de Lourdes, ao lado da qual existe um campanário construído em basalto entre 1946 e 1949, com uma altura de 55 metros e cinco sinos pesando 1200 Kg, 600 Kg, 350 Kg, 160 Kg e 80 Kg, respectivamente, todos fundidos na França.

Retornamos ao distrito de Otávio Rocha para almoçarmos no Restaurante do Hotel Dona Adélia. O local é bastante agradável, com um atendimento muito simpático, porém a culinária deixa muito a desejar. Os galetos, assim como as massas, não têm um sabor que chame a atenção. Já os bifes à milanesa são tão finos que lembram um pouco mais que a espessura de uma fatia de presunto, além da falta de tempero como os demais alimentos servidos. Muita farinha de rosca e pouca carne.  O restaurante tem um enorme potencial, porém subutilizado. Não é um lugar que se possa indicar como, pelo menos, razoável restaurante italiano.

Otávio Rocha é um distrito de Flores da Cunha com uma população de 2500 pessoas, tendo recebido seus primeiros imigrantes no ano de 1882. O tempo ali parece ter parado há várias décadas e a vida anda em um ritmo bastante lento. Está localizado a 12 Km do centro da cidade, com estradas fantásticas cercadas de parreirais e propriedades rurais em meio à serra gaúcha. No centro do distrito, em frente à igreja Paróquia São Marcos e separando esta da Praça Regional da Uva, existe um parreiral que cobre a rua formando um verdadeiro túnel que se estende por cerca e 70 metros. No período de safra, em janeiro, este fica repleto de uvas as quais podem ser consumidas no local.

Saindo de Otávio Rocha, retornamos até o Casarão dos Veronese para visitação, na zona rural de Flores da Cunha. Construído no ano de 1898 pelo imigrante italiano Felice Veronese com suas paredes externas em basalto talhado assentados com barro e paredes internas de tijolos, é um típico da arquitetura italiana. Ali era a moradia da família Veronese, além de uma vinícola familiar e uma pequena fábrica de pólvora. Posteriormente o casarão foi vendido à família Schio e, mais tarde, à família Galiotto. Desocupado por muito tempo, houve importante deterioração o que fez com que fosse tombado e assumido pela Prefeitura de Flores da Cunha. Durante os anos de 2015 a 2017 o casarão foi recuperado com verbas da Lei Estadual de Incentivo à Cultura abrigando um acervo histórico bastante importante formando um museu e centro cultural. O restauro consta de materiais modernos, como vidro e estruturas metálicas, mesclados à antiga construção. À primeira vista ficamos um tanto decepcionados pela aparente descaracterização da construção, porém após fazermos a visita guiada que o local oferece passamos a entender todo o significado contido no local e na forma com que fora restaurado. Vale muito à pena a visitação. 

Após a vista ao Casarão dos Veronese iniciamos nosso retorno para Porto Alegre optando por outra estrada municipal pelo interior de Flores da Cunha pelas estradas José Cassal e Vereador Marcial Pisoni por mais cerca de 12 Km até a RS 453, por onde retornamos para Porto Alegre pelo mesmo caminho que nos levou até ali.

Chegamos em Porto Alegre em torno das 20h14min, com 356,6 Km rodados no dia.

Dados do computador de bordo:

Início: 6h49min.

Chegada: 20h14min.

Condução: 6h34min.

Pausa: 6h50min.

Distância percorrida: 356,6 Km.

Geral: 2561 Km.

Velocidade média: 64 Km/h.

Consumo: 17,2 Km/l.


Caminhos da Colônia

Flores da Cunha 

Flores da Cunha 


Flores da Cunha 


Flores da Cunha 


Casarão dos Veronese


Casarão dos Veronese


Casarão dos Veronese


Otávio Rocha


Otávio Rocha


Otávio Rocha


Otávio Rocha



Otávio Rocha


Otávio Rocha


Caminhos da Colônia



Caminhos da Colônia


                    Porto Alegre - Flores da Cunha                                  Caminhos da Colônia                                                              


sábado, 28 de março de 2020

Porto Alegre em meio à Pandemia de Coronavirus.


Marcos – BMW R 1250 GS HD Adventure

Sábado, dia 21 de março de 2020.
O mundo vive um momento tenso, onde uma pandemia nos faz temer os acontecimentos que virão. Todos estamos perdidos, sem saber o que fazer e como serão as próximas semanas. Nos últimos dias as ruas estão cada vez mais vazias. Os órgãos de saúde clamam para que a população se recolha em suas casas, saindo apenas por necessidade. No sábado anterior, dia 14 de março, havíamos feito um passeio de moto até a cidade de Monte Belo do Sul e sequer imaginávamos que em poucos dias passaríamos por uma mudança tão significativa de comportamento.
O dia de hoje estava reservado a um pequeno passeio de moto por perto de Porto Alegre, onde eu e o Humberto iríamos visitar o amigo André Vargas. Por prudência resolvemos desistir da visita a permanecermos recolhidos em nossos lares.
Olhando pela janela era possível observar um dia lindo de sol e uma temperatura bastante agradável para um passeio de moto. Um dia perfeito para sairmos cedo e pilotarmos para qualquer lugar, porém uma sensação de vazio me invadia. Não resisti à tentação e resolvi dar uma volta de moto pela cidade.
Saí de casa pontualmente às 14h09min, sem um destino certo. Apenas queria andar de moto. Hoje estou só, pilotando apenas com meus pensamentos. Os primeiros metros foram dentro do meu bairro, meio sem rumo. Aos poucos fui me afastando da região e quase de forma inconsciente me dirigi à zona central de Porto Alegre, onde mora meu filho André. Como um imã, fui atraído para seu apartamento. Os dias impossibilitado de encontrá-lo, embora poucos, se fizeram eternos. Passei alguns minutos com meu filho, mantendo a distância, sem poder dar o abraço e o beijo que jamais dispenso quando estou com ele ou com meus outros filhos.
Sigo meu caminho pelas ruas da cidade. A vida está diferente e o movimento habitual dos sábados na capital gaúcha não é o mesmo. Os restaurantes, tão frequentados aos finais de semana, hoje estão todos fechados e já não se encontram lojas abertas, exceto os mercados e farmácias. Parece um domingo? Não! Até poderia parecer, mas a cara de tristeza não deixa surgir a imagem de descanso dos finais de semana ou feriados. O que houve com minha cidade? O que houve com meu país? O que está acontecendo?
Continuei andando bastante devagar. Desta vez começo a me dirigir para a zona sul da cidade para tentar ver um pouco meu filho mais jovem, o Fabrício. Já faz uma semana que eu não o vejo e a saudade também aperta o peito. Nosso encontro se deu à distância conversando apenas pela sacada da casa onde mora com sua mãe, permanecendo separados por cerca de 10 metros. Uma conversa breve, sem o meu beijo e meu abraço. Saio com os olhos lacrimejando e não consigo conter a tristeza desta distância.
Lentamente tomo o caminho de volta para casa. Antes paro em um posto de combustíveis para encher o tanque da moto. Embora eu não tenha o hábito de deixá-la com o tanque cheio na garagem, nunca se sabe o que vai acontecer nos próximos dias e não quero ser pego desprevenido sem gasolina.
Desligo a moto pontualmente às 16h12min.
O que falar de Porto Alegre? Teria muito a comentar, mas não acho que este seja o momento para isso. A Porto Alegre hoje está triste e apreensiva com os acontecimentos que virão. Conversei algumas vezes com o Humberto para fazermos um passeio pela cidade, destacando seus pontos turísticos, história e tudo mais para escrevermos aqui. É um projeto que já deveria ter saído apenas da ideia. Após passarmos pela grande turbulência que virá nos próximos dias, esperando a ela sobrevivermos, certamente este projeto será escrito aqui.

Condução: 1h16min.
Pausa: 45 min.
Distância percorrida: 33 Km.
Odômetro total: 490 Km.
Velocidade média: 36 Km/h.
Consumo: 16,6 Km/l.