segunda-feira, 17 de maio de 2021

Queijaria Nova Alemanha – Ivoti.


Marcos André – BMW R 1250 GS HP Adventure.

Humberto Gassen – BMW R 1200 GS Adventure.


Sábado, 17 de abril de 2021.

O destino hoje é conhecer a queijaria Nova Alemanha, localizada na cidade de Ivoti.

No ano de 2014 publicamos aqui no blog um passeio por Ivoti, que pode ser conferido em http://rotasdemoto.blogspot.com/2014/09/serra-gaucha-ivoti-e-presidente-lucena.html, onde descrevemos um pouco sobre a cidade.

Saímos de Porto Alegre em torno das 13 horas seguindo pela BR 116, passando pelo Vale do Rio dos Sinos e chegando até a entrada da cidade de Ivoti, distante cerca de 50 Km de Porto Alegre. 

Entramos na cidade pela Av. Bom Jardim seguindo por cerca de 2,4 Km até a rua Castro Alves, á direita, percorrendo mais 2 Km até a rua Olavo Bilac, à esquerda, mais cerca de 800m até a rua Vale das Palmeiras à esquerda, onde existe uma rotatória, percorrendo mais 180m até a rua José de Alencar (esta última se continua como rua Tuiuti e, a seguir, como Av. Presidente Lucena), seguindo por mais 6 Km até a queijaria Nova Alemanha, localizada na Av. Presidente Lucena, 7761.

Chegamos na queijaria em torno das 14 horas, quando optamos por almoçarmos antes de conhecermos o lugar. Seguimos mais 5,5 Km pela mesma avenida até a cidade de Presidente Lucena parando para almoçar no restaurante Dheinhaus, o mesmo onde estivemos na visita anterior à Ivoti, em 2014, também já descrito aqui. O restaurante continua com o mesmo padrão daquela época, com uma gastronomia alemã excelente.

Após o almoço retornamos até a Queijaria Nova Alemanha. Em meio à natureza onde inicia a região serrana do Rio Grande do Sul, a Queijaria Nova Alemanha é cercada de uma paisagem encantadora que nos traz a tranquilidade da vida no campo e onde são produzidos laticínios a partir do leite de vacas e de cabras, todos com excelência de qualidade. Os queijos são o principal produto, com destaque aos tipos nobres como o Gouda e o Maasdan (holandês), o Sardo (Sardenha), feito com leite de ovelhas, e o Morbier (francês). Dentre os queijos produzidos com leite de cabra são destacados o Boursin (Normandia), os queijos Feta e Labneh (Grécia), o Chanliche (libanês), o Tomme Capra e o Chèvre à L’Huile.  No local existe uma pequena loja para venda dos seus produtos, com preços bastante acessíveis variando conforme o tipo escolhido. O atendimento é bastante cordial, com a possibilidade e degustação dos queijos. Ainda existe a opção de compra dos produtos por Whatsapp (51- 980196140) para entrega em Porto Alegre e na região do Vale dos Sinos, porém a somente a ida ao lugar nos proporciona uma experiência completa. A queijaria Nova Alemanha está aberta diariamente das 9h às 18h, inclusive aos domingos, fechando apenas no dia 01 de janeiro. Infelizmente, por questões sanitárias, não é permitido visitação à produção.

Após sairmos da Queijaria Nova Alemanha fomos visitar a Cachaçaria Weber Haus, também já descrita aqui no mesmo passeio referido acima. No caminho fomos agraciados com uma chuva bastante forte por pouco tempo, porém o suficiente para lavar a alma. No caminho para a Cachaçaria Weber Haus se passa pela Ponte do Imperador e pelo núcleo de casas enxaimel da Feitoria Nova, onde paramos para algumas fotos. No lugar quase tudo estava fechado em decorrência da pandemia, exceto uma pequena lanchonete com atendimento de uma frieza oriental insuperável.

Saímos de Ivoti no final da tarde, retornando pelo mesmo caminho que nos levou até lá, chegando em Porto Alegre em torno das 18h20min.

 

Pilotagem: 3h11min

Trajeto: 141,3 Km

Velocidade média: 55 Km/h

Consumo: 17,8 Km/l






Queijaria Nova Alemanha

Cachaçaria Weber Haus

Cachaçaria Weber Haus

Núcleo de casas Enxaimel

Núcleo de casas Enxaimel

Núcleo de casas Enxaimel

Ponte do Imperador


Rota



Linha Nova.


Marcos. BMW R 1250 GS Adventure HP.

André. Triumph Bonneville Black T100


Sábado, dia 03 de abril de 2021.

Saí de Porto Alegre em torno das 9 horas da manhã em direção a cidade de São Leopoldo para encontrar meu filho André. Nosso destino foi a pequena cidade de Linha Nova, localizada na serra gaúcha. Este é nosso segundo passeio juntos desde a aquisição da Bonneville do André e ele desejava testar a moto nova em alguma estrada off road. Escolhemos Linha Nova por se tratar de um local sem grandes apelos turísticos e esperávamos não encontrar aglomerações de pessoas, já que estamos em época da pandemia de COVID 19. 

Segui para São Leopoldo pela BR 116, distante cerca de 33 Km do meu ponto de partida. Após encontrar o André, seguimos pela mesma BR 116 por mais 17 Km até o Café Daiane, localizado no Km 228,6 da rodovia, anexo à malharia do mesmo nome, onde paramos para tomarmos um café. O lugar é bastante agradável, com atendimento muito simpático e cordial e com lanches bastante saborosos. 

Continuamos subindo a serra pela BR 116 por cerca de 10 Km até chegarmos em um mirante cerca de 2 Km antes da cidade de Morro Reuter, onde paramos para umas fotos. Após alguns minutos conversando com outro motociclista, o Guilherme, que ali também estava parado com sua scooter Kymco lindíssima. Ao tentarmos sair, a moto do André não deu partida no motor, com sinais de falta de energia, algo inesperado para uma motocicleta nova, com apenas 3000 Km e menos de um ano de uso. Após algum tempo insistindo e percebendo que em alguns momentos ela parecia que iria “ressuscitar”, porém sem sucesso, resolvemos chamar a assistência Triumph e recolher a moto para a concessionária autorizada abortando, assim, nosso passeio. Eis que quando um motociclista está parado por algum tipo de pane, sempre surgem outros motociclistas querendo ajudar. Dessa vez não foi diferente. Veio ao nosso encontro o Joaquim, que por ali passava e, em seguida, também o novo amigo Guilherme que há pouco havia saído dali. Seguindo às perguntas inerentes à situação, esse amigo sugeriu se tratar de oxidação dos conectores da bateria, já que a moto havia ficado muitos meses parada antes de adquirirmos, algo que jamais imaginaríamos por se tratar de um veículo novo. Após limpar as conexões dos cabos na bateria, o motor deu a partida sem qualquer sinal de sofrimento. Viagem salva!!! Após algum tempo de conversa muito agradável, seguimos nosso caminho em direção à cidade de Linha Nova. Andamos mais cerca de 21 Km até a cidade de Picada Café, onde se pode optar por dois caminhos em direção à Linha Nova, à esquerda da rodovia. A estrada principal seria através da Avenida Presidente Lucena, que é a primeira via à esquerda da rodovia junto à uma rotatória, antes de cruzar a ponte sobre o rio Cadenas. A segunda opção seria pela Rua Josef Federhen, também à esquerda da BR 116, porém após cruzar a ponte. Buscamos informações de qual seria a estrada sem pavimentação, nos sendo informado se tratar do segundo caminho. Como queríamos pegar um pouco de off road, seguimos por aquela estrada. Após poucos quilômetros o asfalto deu lugar a uma rodovia sem pavimentação bastante firme e tranquila que, no entanto, não durou mais do que poucos quilômetros, já encontrando o asfalto iniciado na Avenida Presidente Lucena. Continuamos até Linha Nova, que está distante apenas 8,4 Km do entroncamento com a BR 116, em Picada Café.

Chegando na cidade, logo avistamos um local que parecia ser um restaurante à direita da rodovia localizado em uma grande área aberta. Seguimos até a rua principal da cidade, poucos metros à frente, onde não encontramos qualquer outro local para comermos. Retornamos aquele que seria o único local onde encontraríamos refeição. Chegando descobrimos que se tratava de uma cervejaria chamada Qüera. Um local bastante amplo, com uma grande área verde onde é possível comer no chão do imenso gramado, tipo piquenique, com lagos e um visual fantástico. Também existe a possibilidade de escolher ficar em mesas sobre um grande deck ao ar livre. Inicialmente ficamos receosos devido ter um número considerável de pessoas ali. Após observarmos um pouco o local, assim como o comportamento das pessoas e da equipe da cervejaria, percebemos que seguiam as regras de segurança necessárias para o momento em que vivemos. No lugar não existe almoço, mas apenas lanches e petiscos. O lanche que escolhemos estava extremamente saboroso e com preço bastante justo. É claro que não foi possível experimentarmos as cervejas ali produzidas por razões óbvias. A cervejaria é um misto de cultura alemã e tradicionalismo gaúcho, o que cria um ambiente bastante peculiar. Fica localizada na rua 25 de Julho, número 500. 

Após almoçarmos fomos fazer um passeio pela cidade para posteriormente seguirmos até a cidade de Feliz. No centro da cidade passamos pelo Parque Municipal onde se encontra a construção que abrigou a primeira cervejaria do Rio Grande do Sul, a cervejaria Ritter, cuja data de fundação é incerta com alguns afirmando ser em 1846 e outros em 1864. Em frente ao parque está a Igreja Luterana, a Biblioteca Municipal, onde foi a primeira escola construída pela comunidade evangélica no ano de 1850, e uma pequena praça. Descendo a rua lateral à praça se pode encontrar a Casa de Cultura em frente ao cemitério. Seguindo pela rua principal, a rua Henrique Spier, se pode chegar até a Praça das Águas, uma pequena praça com dois lagos. A zona rural é um espetáculo à parte, com paisagens incríveis e repletas de uma tranquilidade indescritível.

Linha Nova é um pequeno município da serra Gaúcha distante cerca de 87 Km de Porto Alegre, de colonização alemã que se iniciou na primeira metade do século XIX. Até 1959 a cidade pertencia ao município de São Sebastião do Caí, a seguir passando ao domínio do município de Feliz, onde permaneceu até sua emancipação em 1992. A base da economia é a agricultura familiar, sendo o maior produtor de couve-flor do Estado. A população gira em torno de 1600 habitantes, onde todos se conhecem e comungam dos mesmos hábitos e costumes. A religião predominante é a Luterana, seguida da Católica. O índice de criminalidade é o mais baixo do Rio Grande do Sul.

A rodovia que leva até a cidade de Feliz é asfaltada, porém existe uma estrada alternativa não pavimentada, que foi onde optamos por seguir. O acesso a esta estrada se dá pela rua Morro Grande, localizada duas quadras à esquerda após passar a Igreja Luterana. Seguindo por essa rua se anda cerca de 2 Km em asfalto, após o que inicia uma rodovia não pavimentada que corta a zona rural seguindo até a cidade de Feliz, por mais cerca de 12 Km, chamada Rua Roseiral. Os primeiros quilômetros são de um off road bastante firme e uma estrada com curvas bastante fechadas, com subidas e descidas. Após a estrada fica mais reta e plana, chegando a um entroncamento onde se deve seguir pela via da direita. Neste entroncamento havia sido colocado uma quantidade bastante grande de brita, porém sem grande dificuldade na transposição, mesmo com a Bonneville. A região tem uma paisagem sensacional, com uma natureza exuberante, onde se passa pelas diversas propriedades dos agricultores locais. Vale cada quilômetro rodado. 

Após passarmos pela cidade de Feliz, iniciamos nosso retorno para Porto Alegre pela rodovia RS 452 por cerca de 6 Km até a ERS 122  no município de Bom Princípio e, a partir desta, por cerca de 27 Km até a RS 240 no município de Portão, 13 Km ate a localidade de Scharlau, já em São Leopoldo, onde se acessa a BR 116 por mais 11 Km até a BR 448 (Rodovia do Parque), mais 22 Km até a BR 290 de onde nos dirigimos à Porto Alegre. Desde a saída de Feliz, o único trajeto de rodovia com pista simples fica nos 6 Km iniciais da RS 452. A partir da RS 122 até chegar em Porto Alegre todas as rodovias são duplicadas.

Chegamos em casa às 18h50min, com um total de 207,7 Km rodados no dia. 

Este foi um dos poucos passeios que fizemos durante a pandemia. Nestes mais de 12 meses pouco tiramos a moto da garagem, respeitando as medidas de segurança. Desta vez julgamos que estaríamos em segurança no momento em que optamos por um lugar calmo e sem a possibilidade de grande movimento de pessoas.


Café Daiane



Café Daiane

Mirante


Rua Josef Federhen

Rua Josef Federhen

Cervejaria Qüera

Cervejaria Qüera

Cervejaria Qüera

Cervejaria Qüera

Cervejaria Qüera

Igreja Luterana

Biblioteca Municipal - Primeira escola, construída em 1850

Casa de Cultura

Cervejaria Ritter. Primeira cervejaria do Rio Grande do Sul 1846 ou 1864


Rua Henrique Spier

Parque Municipal

Estrada para Feliz por off road. Rua Roseiral.

Rota


Primeira viagem do André na Bonneville

Reciclagem Mastertrail

 

            O ano de 2020 foi bastante atípico fazendo com que os passeios de moto e principalmente as viagens  não fossem permitidos devido à pandemia da COVID-19.  A revisão dos conceitos e da técnica é sempre muito importante, principalmente após uma parada de vários meses sem treinar a pilotagem. 

            Após o Mastertraining de novembro de 2020, optamos por refazer o nível Expedition onde os conceitos básicos de pilotagem off road são consolidados.


Treino

Mais treino

Mais do que instruções, amizades cada vez mais fortalecidas

Frenagem

Frenagem na água

Mais instruções

Mais treino


Equilíbrio e transferência de peso

Frenagem de emergência


Novo Hamburgo – Sapataria




Marcos e Renata: BMW R GS 1250 HP Adventure
Humberto e Marina: BMW R 1200 GS Rallye Adventure

Dia 02 de maio de 2020. Passeio em Novo Hamburgo para comprar um par de tênis na loja Cia do Calçado, no Bairro Primavera, às margens da BR 116. 

Dados do Computador de Bordo:
Início: 14h20 min.
Chegada: 19h11min.
Condução: 2h12min.
Pausa: 2h37min.
Distância percorrida: 112 Km
Geral: 1018 Km.
Velocidade média: 62 Km/h.
Consumo: 19,2 Km/l.




terça-feira, 15 de dezembro de 2020

MASTER TRAINING – TRANSFORMANDO MEDO EM DIVERSÃO.

          No sábado, 28 de novembro de 2020, estivemos mais uma vez na Master Trail Escola de Pilotagem Avançada onde tivemos a oportunidade de treinar as manobras off road com a orientação e supervisão do amigo e instrutor André Vargas. Desta vez foi a atividade Master Training, onde passamos “um dia intenso dedicado à revisão e aprimoramento das técnicas de pilotagem para retomada das (...) aventuras” (https://www.mastertrail.com.br/nossos-cursos). 
          Quando paramos de executar atividades por um determinado tempo, o nosso corpo não responde aos comandos do cérebro da forma como faz quando estamos treinados. Isto acontece com todos nós, sejamos atletas profissionais, amadores ou praticantes de atividades de lazer. 
         Neste ano de pandemia muitos de nós deixamos as motos paradas por longo tempo preocupados em proteger nossa saúde e dos nossos familiares, assim como sem esquecer que os possíveis acidentes aos quais estamos sujeitos também poderiam contribuir para uma maior lotação dos hospitais. É nossa consciência e atitudes que nos posicionam na sociedade em que vivemos. 
        Esta parada fez com que perdêssemos muito da nossa capacidade de pilotagem, nos deixando mais inseguros e sujeitos a situações desagradáveis, como quedas mais frequentes, dores musculares por contratura tensional durante a pilotagem e maior astenia física e emocional. 
         A retomada da atividade de forma gradual, progressiva e orientada faz toda a diferença no resultado final, evitando as possíveis lesões que porventura surgirão. Para isso, uma escola de pilotagem que ofereça este tipo de treinamento nos traz grande segurança além de proporcionar momentos extremamente agradáveis juntamente com os demais pilotos, onde todos compartilham suas experiências, sempre sob o olhar técnico e crítico do instrutor, levando a um maior crescimento do grupo e cercado de muita diversão.        
          Foram aproximadamente 12 horas de treinamento orientado dentro de uma área segura e projetada para prática de pilotagem off road, inclusive com ambulância disponível, onde executamos manobras diversas tais como equilíbrio, transferências de peso, frenagens, aclives, declives, planos inclinados (curvas e retas), obstáculos, areia solta, rípio, e muitas outras situações. O final foi coroado com uma simulação de enduro não competitivo pelas estradas do interior do município de Nova Santa Rita, sendo grande parte percorrido à noite, chegando até uma pequena vila onde existe uma balsa para travessia do Rio dos Sinos. 
          A organização do treinamento contou com o apoio da Stéphanie Vargas e da Eliane Soares, staff da família Master Trail, do piloto Hilton Müller, do fotógrafo e piloto Frederico Hanke e do Rogério, operador de drone.
















                                                                                                                   FOTOS:  FREDERICO HANKE