terça-feira, 10 de abril de 2018

Viaduto 13: O mais alto das Américas



Sábado, dia 07 de abril de 2018.
Saída de Porto Alegre em torno das 10:15 horas da manhã. Fomos em um grupo de 9 motos, sendo 6 BMW GS 1200, uma BMW GS 800, uma Triumph Tiger Explorer 1200 XC e a minha Triumph Tiger 800 XCX.
Seguimos pela BR 448, Rodovia do Parque, até a BR 386 em Canoas, trajeto citado diversas vezes aqui  no blog. Após acessarmos a BR 386 rodamos por cerca de 91 Km até o município de Lajeado, onde entramos na ERS 129, à direita da rodovia. A BR 386 é uma rodovia duplicada e com excelente pavimentação. A ERS 129, embora de pista simples, também apresenta boas condições. Continuamos pela ERS 129 por 43 Km onde, no município de Muçun, entramos à esquerda da via em um acesso com pavimento de pedras por mais 1 Km, quando inicia uma rodovia sem pavimentação. Seguindo por cerca de 15 Km por esta estrada se chega à base do Viaduto 13, já no município de Vespasiano Corrêa. Andando mais cerca de 1 Km se chega no alto do viaduto, em um trajeto com duas curvas bastante fechadas, requerendo um cuidado maior. Andei cerca de 188 Km desde o local de onde saí, em Porto Alegre.
O Viaduto 13, também conhecido como Viaduto do Exército, foi construído pelo 1º Batalhão Ferroviário do Exército e inaugurado em Agosto de 1978, fazendo parte da Ferrovia do Trigo, unindo Roca Sales a Guaporé. É o 13º de uma série viadutos que se inicia no centro da cidade de Muçun, também conhecida como “Rainha das Pontes”. Tem 143 m de altura e 509 m de extensão o que faz dele o segundo viaduto mais alto do mundo, perdendo apenas para o Mala Rijeka, na cidade de Podgorica, em Montenegro, com 198 m de altura. É o mais alto das Américas. A ferrovia, sob conçessão da América Latina Logística (ALL), ainda se mantém em atividade e por ele ainda há passage do trem. Os moradores locais contam que existem dois soldados enterrados em uma das colunas, que teriam caído dentro de uma armação do viaduto durante a sua construção, sem nunca terem sido resgatados. Não existe comprovação da veracidade desta história. O que se tem como oficial foi um acidente com um sargento, que caiu de uma altura de 90 metros, mas não dentro do pilar.
Ao chegarmos lá em cima nos deparamos com um túnel, à esquerda, e com o alto do viaduto, à direita, de onde se pode contemplar toda a imensidão e beleza da região emoldurada pela Mata Atlântica,  em uma altura que impressiona. O lugar é muito procurado para a prática de rapel e base-jumping. O túnel é bastante escuro e, após cerca de 200 metros de caminhada se chega a uma abertura lateral de onde se pode observer a mata local. Para caminhar dentro do túnel se deve levar uma lanterna e repelente de insetos, já que tem muitos mosquitos por lá.
O passeio sobre o viaduto e no interior do túnel são proibidos pelas leis de segurança ferroviária, já que não existe qualquer sinalização da proximidade dos trens e seus horários são variados. A murada do viaduto é baixa, o que também produz um risco maior. Mesmo assim o número de pessoas que procuram o lugar é bastante grande não existindo, até então, relatos de acidentes.
Após sairmos do Viaduto 13, retornamos para Porto Alegre pelo mesmo trajeto de ida. No caminho paramos para um lanche no paradouro Rosinha, no Km 373 da BR 386, no município de Taquari. Daquele ponto seguimos direto para Porto Alegre, onde cheguei em torno das 18:35 h, com exatos 363 Km rodados.

Viaduto 13

Viaduto 13

Viaduto 13

Viaduto 13
Viaduto 13

Vista de cima do Viaduto 13

Vista de cima do Viaduto 13

Vista de cima do Viaduto 13

Viaduto 13

Viaduto 13
Túnel

Túnel

Túnel

Túnel

Túnel

Túnel
Grupo

Marcos e Humberto
Grupo


sábado, 24 de março de 2018

Lagoa da Ibiraquera



Dia 16 de março de 2017, sexta-feira.
O grupo: eu e Renata (Triumph Tiger 800 XCX), Ricardo (Honda CBR 600) e Adriana (Honda CB 300).
Nosso destino é a Lagoa da Ibirquera, no município de Imbituba, no estado de Santa Catarina.
Saímos de Porto Alegre em torno das 9:45 horas pela BR 290 (Free-Way) no sentido norte, até o município de Osório, onde continuamos pela BR 101. Nesta rodovia paramos no restaurante Maquiné para tomarmos um café, localizado no Km 81, com cerca de 100 Km rodados desde a saída de Porto Alegre.
Seguimos viagem pela BR 101 até a localidade de Barrinha, no município de São João do Sul, já em Santa Catarina, onde chegamos em torno das 13:40 horas. Paramos para almoçar no Restaurante do Primo, que está localizado a cerca de 1,6 Km da BR 101, por uma estrada sem pavimentação à direita da rodovia. A descrição mais detalhada do Restaurante do Primo e do acesso está publicado aqui no blog em viagem realizada em fevereiro de 2017 com o título de “São João do Sul (SC), Torres e Taquara” (http://rotasdemoto.blogspot.com.br/2017/02/sao-joao-do-sul-sc-torres-e-taquara.html).
Saímos do Restaurante do Primo em torno das 15 horas, continuando pela BR 101. No Km 277 da BR 101, cerca de 183 Km após termos saído da Barrinha, acessamos a via lateral andando por mais cerca de 750 metros, dobrando à direita na rodovia IMB 413, também chamada de Rua Ataíde Manoel da Rosa, andando mais cerca de 2,4 Km até a Avenida Central e Avenida Jovino Tomé Marques, que nos levam até a Lagoa da Ibiraquera.
Lá chegando, ficamos hospedados em uma casa que alugamos, juntamente com o os amigos Kuze e Dagui (Super Yamaha Teneré 1200) e Joel e Zeti (Suzuki VStrom 650 DL), ambos de Capão da Canoa e que já nos aguardavam, o que fez com que a estadia tivesse um custo bastante reduzido.
A Lagoa da Ibiraquera, também conhecida por Barra da Ibiraquera, está localizada no município de Imbituba, no estado de Santa Catarina, a cerca de 85 Km da capital Florianópolis. A lagoa tem comunicação direta com o Oceano Atlântico. O lugar é bastante conhecido pelos praticantes de kitesurf e windsurf, recebendo campeonatos destas modalidades, além de stad up paddle. Junto à barra da lagoa, a profundidade é bastante rasa, permitindo a passagem para o lado opsto onde se pode passear por outra praia chamada Praia do Luz, local de surfistas e sem qualquer infraestrutura, além de dois pequenos quiosques, preservando suas belezas naturais. No final da praia do Luz existe um morro onde se pode fazer uma caminhada por trilha que leva ao seu topo, podendo apreciar o visual fantástico das praias locais. Do outro lado deste morro está a praia do Rosa Sul.
No sábado fomos jantar em um restaurante chamado Zequinha, especializado em frutos do mar. O serviço é a la carte com buffet de saladas. O local é razoável,  com pratos bastante fartos, porém a comida nos pareceu um tanto sem sabor. Não se pode dizer que é ruim, porém não estimula o paladar.
No domingo retornamos para Porto Alegre pelo mesmo caminho de ida. Saímos da Lagoa da Ibiraquera em torno das 8:40 h, chegando em Porto Alegre em torno das 14:00 h, com 774,6 Km rodados durante todo o passeio.
A Lagoa da Ibiraquera é um lugar muito agradável e simples. Nesta época do ano o movimento é bastante reduzido, ideal para quem deseja descansar. Existem diversas pousadas que também podem ser exploaradas pelo turista, sendo algumas de frente para o mar e com aparência muito atrativa, porém não tenho como dar uma opinião real por não termos nos hospedados em qualquer uma delas.
Barrinha

Barrinha

Barrinha

Ibiraquera

Ibiraquera

Trilha

Vista de cima do morro

Em cima do morro

Em cima do morro

Ibiraquera

Casa onde nos hospedamos