sábado, 13 de junho de 2015

Curso de pilotagem defensiva Instrutor Amaral - Caxias do Sul, 05 e 06 de Junho de 2015



Nos dias 05 e 06 de Junho de 2015 estivemos na cidade de Caxias do Sul para participar do Curso de pilotagem defensiva do Instrutor Carlos Amaral, organizado pelos amigos Jorge U. Varella, Fábio Chitolina e Osni Roberto, dos moto grupos Bodes do Asfalto e Comanches.
Na noite do dia 05 foi ministrada a parte teórica, que durou cerca de 3 horas. Durante o dia 06 colocamos em prática os ensinamentos do Carlos Amaral, por quase todo o dia. Recebemos instruções de curvas, obstáculos, frenagem e uma pitada de “off road”. Tivemos um pequeno intervalo para o almoço, onde saboreamos um churrasco e fortalecemos os laços de amizade. As fotos foram feitas pela esposa do Carlos Amaral, a Geórgia Zuliani, que estava presente em cada curva e em cada pista criadas para nosso aprendizado.
Valeu cada momento, cada instrução e cada novo amigo. A recepção dos amigos de Caxias do Sul foi sensacional, fazendo com que nos sentíssemos muito à vontade e entre amigos.

Curso excelente, por parte do nosso professor, e organização perfeita, por parte dos amigos de Caxias do Sul.

Aula teórica

Instrução prática

Instrução prática - curvas

Instrução prática - Desvio de obstáculos

O grupo de alunos e o instrutor

O grupo de alunos e suas motos

Pressão do instrutor




segunda-feira, 1 de junho de 2015

Quarta Colônia – Silveira Martins, Vale Vêneto e São João do Polêsine


Domingo, dia 17 de Maio de 2015.
Após término do encontro comemorativo dos 10 anos da Facção Coração do Rio Grande do motogrupo Bodes do Asfalto, em Santa Maria, permaneci na cidade.  Resolvi, então,  fazer uma passeio pela região chamada de Quarta Colônia. Esta região, próxima à Santa Maria,  na região central do estado, é assim chamada por ser o quarto núcleo da colonização italiana no Rio Grande do Sul no século XIX e da qual fazem parte nove municípios: Silveira Martins, Ivorá, Nova Palma, Faxinal do Soturno, São João do Polêsine, Pinhal Grande, Dona Francisca, Agudo e Restinga Seca. Ali se pode encontrar diversas construções típicas italianas e igrejas, além de uma zona rural e costumes bastante característicos deste tipo de colonização.
Saí de Santa Maria em torno das 12:20 horas pela RS 287 em direção leste. Rodei por cerca de 9 Km até chegar no entroncamento com a VRS 804 (Estrada dos Imigrantes), estrada que leva até a cidade de Silveira Martins.  É uma rodovia de pista simples, com asfalto de qualidade bem razoável e com algumas curvas, além de um visual muito legal, o que é uma característica da região. Aos 10 Km na estrada se encontra um mirante de onde se pode contemplar a paisagem. A cidade de Silveira Martins fica mais 4 Km à frente.
Silveira Martins é considerado o berço da Quarta Colônia, pois foi ali que chegaram os primeiros colonos italianos da região, na localidade de Val de Buia, provenientes do norte da Itália, principalmente do Vêneto, em 19 de maio de 1877. Os imigrantes se instalaram no Barracão da Val de Buia, onde hoje é o Monumento ao Imigrante, erguido em comemoração ao centenário da imigração italiana, em 1977. A economia do município é baseada na plantação de feijão, milho, batatinha e soja, além do turismo e da gastronomia. Segundo dados do IBGE, a população de Silveira Martins é de 2.449 habitantes.

Monumento ao Italiano

Silveira Martins
Em Silveira Martins me foi indicado um restaurante chamado La Sorella, referenciado como culinária italiana de muito boa qualidade. Não foi difícil localizá-lo porém, ao chegar lá, percebi que estava lotado e que o atendimento ocorre apenas com reserva antecipada. A atendente, muito simpática, explicou que naquele dia estavam com duas “sessões” de reservas, sendo que a segunda iniciaria às 14 horas e que também já estava com capacidade esgotada. Embora não tenha provado a comida, fiquei com excelente impressão do local.
Saí de Silveira Martins  e rumei em direção à localidade de Vale Vêneto, distante 7 Km, por estrada não pavimentada. Vale Vêneto é distrito de outro pequeno município chamado São João do Polêsine. Ali chegaram, em 1878, os primeiros imigrantes provenientes, em sua maioria, da região do Vêneto, na Itália, o que deu origem ao nome da localidade. Foram cerca de 11 famílias que iniciaram a localidade. Ali chegando encontrei um discreto restaurante em um antigo sobrado de esquina em frente à igreja, sem qualquer placa que o indique. A entrada do lugar é apenas um bar simples porém, lá dentro existe um salão com as mesas do restaurante. Fiquei surpreso ao saber que este também era somente com reserva antecipada. Como eu estava só, fui acomodado em uma mesa onde pude almoçar. O restaurante de culinária italiana, oferece uma sequência de pratos, com uma variedade bastante reduzida porém com um sabor inigualável e com quantas repetições desejar. Inicia com uma tábua de frios, seguida de sopa de capeletti, salada verde, rizoto, filé à milanesa e nhoques recheados cobertos por um molho sensacional. Como sobremesa um sagu com creme feito com vinho bordeux produzido artesanalmente na região. Por mais que eu queira explicar, não tem como expressar o sabor e a qualidade da comida, que é feita pela senhora Romilda, que dá o nome ao restaurante (Restaurante Romilda). O atendimento é feito pelos proprietários e que fazem do lugar um recanto familiar. Conversando com dona Romilda, me contou que o restaurante iniciou devido aos motociclistas trilheiros da região que, ao ali chegarem,  gritavam sob a janela que estavam com fome, o  que  a fazia descer do sobrado e preparar alguma comida improvisada. Assim nasceu o Restaurante Romilda. O preço é bastante justo. A sequência sai por R$ 45,00 por pessoa. Não dá para perder o suco de uvas, que é servido em uma jarra pelo valor de R$ 15,00. Para completar, não há sinal de celular nem de internet no telefone, o que faz com que se possa saborear a comida com tranquilidade e, para quem estiver acompanhado, deixar o celular de lado e interagir com outras pessoas. O telefone para contato é (55)32891095.

Igreja de Vale Vêneto

Restaurante Romilda

Saindo de Vale Vêneto, segui em direção à cidade de São João do Polêsine. Foram mais cerca de 11 Km de estrada não pavimentada até chegarmos na ERS 149, onde se acessa à esquerda por mais 6 Km até chegar na cidade.
 São João do Polêsine recebeu esta denominação como forma de agradecimento a São João Batista pela acolhida que ali tiveram os imigrantes italianos e para manter viva a memória da localidade de Polêsine, no norte da Itália. Tem uma população de 2.700 habitantes
Neste dia estava acontecendo a 60ª Festa Regional do Arroz, em comemoração à colheita de arroz, com um desfile na rua principal com carros alegóricos representando o motivo da festa.  A cidade é muito simpática e bonita porém, devido ao evento do dia, não foi possível circular mais pelo local.
Ao sair de São João do Polêsine, percebi que havia perdido meu telefone celular, o que me fez retornar. Busquei ajuda em dois policiais militares que estavam no controle do trânsito (que saudades do tempo em que a Polícia Militar cuidava do trânsito de Porto Alegre) os quais prontamente me socorreram. O soldado Martinazzo ligou de seu próprio celular para meu número e, após algumas tentativas, conseguiu falar com o senhor que o encontrou. O policial me acompanhou até o local onde estava o senhor com meu telefone o qual me devolveu, recusando qualquer tipo de gratificação. Atitude como esta é que nos faz acreditar que ainda existe solução para a falta de moral que assola nossa sociedade.  Deixo aqui o meu agradecimento aos policiais militares, soldado Martinazzo e sargento Cardoso, da Polícia Militar da cidade de São João do Polêsine.
Estrada
Igreja de SãoJoão do Polêsine

Saí de São João do Polêsine já no final da tarde, de volta para Santa Maria, pela mesma ERS 149 até  chegar na RS 287. Foram cerca de 40 Km entre São João do Polêsine e o bairro Camobi, em Santa Maria. Ao todo o passeio foi de cerca de 90 Km. Em outro momento pretendo retornar com mais tempo e passar por outras cidades da Quarta Colônia.



terça-feira, 19 de maio de 2015

Encontro Bodes do Asfalto (EBA) – 10 anos da Facção Coração do Rio Grande.


Nos dias 15 a 17 de maio de 2015 ocorreu na cidade de Santa Maria a comemoração dos 10 anos de fundação da facção Coração do Rio Grande do moto grupo Bodes do Asfalto.
A festa, coordenada pelo irmão Alonso, ocorreu nas dependências do Hotel Morotin.
Saí de Porto Alegre no Sábado, dia 16 de maio, em torno das 8 horas da manhã, juntamente com mais quatro membros da facção Porto Alegre do Bodes do Asfalto. O Jofre e esposa (Suzuki V Strom 650), De Angeli (Suzuki V Strom 1000), Flávio (Suzuki V Strom 650) e Malta (triciclo Spyder Can AM).  A viagem foi muito tranquila, exceto pela estrada RS 287 que, embora com duas praças de pedágio (isentos para motos), tem uma qualidade de pavimentação bastante ruim e perigosa. Foram aproximadamente 300 Km de estrada entre Porto Alegre e Santa Maria, no centro do Rio Grande do Sul.
Fomos recebidos fraternalmente em torno do meio-dia. A festa muito bem organizada, contou com um almoço em restaurante da cidade de Santa Maria, onde fomos em comboio acompanhados pela Policia Rodoviária Federal. À tarde tivemos  uma excelente palestra sobre direção defensiva, ministrada pelo Neto, motociclista com grande experiência.
À noite houve um jantar no próprio hotel, seguido de festa com muita música.
Parabéns ao moto grupo Bodes do Asfalto, facção Coração do Rio Grande e em especial ao Alonso, seu coordenador e meu conterrâneo riograndino.

 
Representantes da Facção Porto Alegre dos Bodes do Asfalto

Probleminha nas baterias de duas V Strom





segunda-feira, 4 de maio de 2015

17º Mar e Motos - Tramandaí

17º Mar e Motos - Tramandaí

Renan, André e eu - Nossas motos

Vista da Av. Emancipação

André, Jorge, eu e Renan

São Miguel das Missões

Encontro dos amigos Na Estrada 100 às 6:00 horas da manhã de Sábado, dia 25 de abril de 2015, no posto Shell da rua Edu chaves, na saída de Porto Alegre. O grupo:  Adão e Maria (Triumph Tiger 800), Gaston e Adriana (Honda CBR 600), Magno e Lia (BMW 1100 Touring), Kuze e Dagui (Super Teneré 1200) e eu e a Renata (Honda NC 700). Saímos precisamente às 6:33 horas pela BR 116 até a BR 290 e, em seguida, acessamos a BR 448 (Rodovia do Parque) até a BR 386, trajeto já detalhado em outras postagens aqui no blog. Seguimos pela BR 386 até o município de Lajeado, onde fizemos nossa primeira parada para abastecer no Km 347, no posto Fórmula, com cerca de 120 Km rodados. Ali nos esperavam o Cavion e a Janice (BMW GS 1200).
Na Estrada 100
A BR 386 é duplicada até o Km 363, sendo que após a localidade de Tabaí (79 Km de nossa saída), a estrada tem uma pavimentação espetacular por mais 25 Km. Nos próximos 10 Km a pista passa a ser simples, de duas vias, com poucos pontos de ultrapassagens. Depois temos apenas mais 2,5 Km de estrada duplicada após os quais a pista volta a ser simples. Seguimos por mais cerca de 100 Km onde entramos à esquerda na RS 332, rodando por mais 51 Km até a cidade de Espumoso, onde fizemos outra parada de abastecimento no posto do Selvino, com 269 Km de estrada.
Kuze, Gaston e Adão
Magno e Lia

Após a saída de Espumoso seguimos por mais cerca de 10 Km até a BR 377, onde entramos à esquerda e seguimos por mais 90 Km até a RS 342 onde rodamos por mais 136 Km até a BR 285 onde paramos para almoçar no Restaurante Novo Mundo, no Km 377, com 173 Km rodados depois de Espumoso. Ali estávamos no município de Entre Ijuís. O restaurante é muito bom com grande variedade de comidas no Buffet. O atendimento é feito com muita simpatia e o preço bastante em conta. O Buffet livre com um refrigerante saiu R$ 30, 00 por pessoa.
Continuamos pela BR 285 por cerca de 32 Km onde entramos na RS 536, a nossa esquerda. Esta estrada leva direto a São Miguel das Missões, por cerca de mais 16 Km, passando pelo pórtico de entrada, que é uma alusão às ruínas. Chegamos em São Miguel em torno das 15:30 horas, nos dirigindo direto à pousada Missões, com 492,5 Km rodados (223,5 Km desde nossa última parada, restaurante Novo Mundo).
Pórtico de São Miguel, com a frase de Sepé Tiaraju "Esta terra tem dono"em Guarani.
Logo que entramos em São Miguel das Missões dobramos à direita na avenida Antunes Ribas. Poucos metros à frente nos deparamos com as ruínas de São Miguel. Para mim foi uma grata e emocionante surpresa pois, não sei por qual motivo, sempre imaginei que as ruínas seriam longe da cidade, em alguma zona rural do município.
Eu e Renata - Pórtico de São Miguel das Missões
Após trocarmos de roupas e um breve descanso na pousada, fomos até às ruínas. O caminho foi feito a pé, já que a pousada está a cerca de 300 m do parque. O ingresso no parque custa R$ 5,00 por pessoa. Lá dentro podemos ver peças de arte sacra esculpidas em madeira da época das missões jesuíticas feitas, em sua maioria, pelos índios e expostas no Museu das Missões. Este museu, de arquitetura modernista, foi criado em 1940 por Lúcio Costa e está localizado a poucos metros da entrada do parque. Ao lado do museu está a cruz missioneira. Ao atravessar o parque se chega às ruínas da igreja de São Miguel. A construção imponente tem suas paredes resistente ao tempo e no seu interior se pode ter uma idéia do que foi nos séculos XVII e XVIII. As ruínas mostram bem o trabalho realizado pelos jesuítas e pelos índios. Peças daquela época ali ainda presentes, nos fazem fazer uma viagem imaginária no tempo. Caminhar por dentro das ruínas daquele templo e por seus arredores, imaginando os fatos ali acontecidos narrados em nossos livros de história, nos traz uma grande emoção lembrando que, naquele local e naquelas construções, se passou um momento muito importante da história da América do Sul e, em especial, do Rio Grande do Sul.
Igreja



Detalhe da Torre da Igreja
Após explorarmos todo aquele sítio histórico, retornamos à pousada não sem antes tomarmos um café em um bar próximo, muito simples porém com um pastel delicioso.
À noite retornamos às ruínas para assistir o famoso espetáculo de som e luzes, que ali ocorre há mais de 30 anos. O custo do ingresso é de R$ 5,00 por pessoa. Este conta a história das missões jesuíticas e a luta entre os índios contra os espanhóis e portugueses. O espetáculo é muito bem feito e, levando-se em consideração que já é apresentado há mais de 30 anos, não traz grandes efeitos tecnológicos, o que acho que poderia ser modificado com a tecnologia disponível nos dias de hoje. Mesmo assim, é bastante emocionante. A narrativa é feita com som de ótima qualidade e iluminação com teatralidade. O show inicia pontualmente às 20 horas e tem duração de 48 minutos.
Cruz Misioneira

Detalhe da Igreja

Sino da Igreja

Entre o final do século XVII e meados do XVIII, os padres jesuítas espanhóis fundaram aldeamentos chamados reduções, onde abrigavam os índios Guarani, com a finalidade de catequizá-los. Foram criados 30 povoados, dos quais sete ficam hoje em território brasileiro, sendo os demais distribuídos entre o Uruguai, Argentina e Paraguai.
Estas reduções eram organizadas ao redor de uma praça, onde a igreja era a principal construção. Junto à igreja, a sua direita,  estavam a residência dos padres, o colégio e as oficinas e, à esquerda, o cemitério e o hospital. Nos demais três lados da praça ficavam as casas dos índios. Nos fundos da igreja, desde o colégio e as oficinas até o cemitério, ficava a quinta dos padres, onde havia pomar, horta e jardim. Todas as construções eram circundadas por avarandados, permitindo a circulação de pessoas de maneira que sempre estavam abrigadas.
A Redução de São Miguel Arcanjo, fundada em 1637, foi a maior e mais próspera das sete reduções jesuíticas que compunham os Sete Povos das Missões (São Francisco de Borja, São Nicolau,  São Miguel Arcanjo,  São Lourenço Mártir,  São João Batista,  São Luiz Gonzaga e Santo Ângelo Custódio), localizadas hoje em território brasileiro, no Rio Grande do Sul que, na época, por força do Tratado de Tordesilhas, de 1494, pertenciam à Espanha. Chegou a abrigar 6.000 índios.
A redução era dirigida por um conselho de caciques, em regime cooperativo, reunidos no cabildo (prefeitura), localizado em posição oposta à igreja.
A igreja da redução de São Miguel tem sua construção atribuída ao arquiteto jesuíta Gian Battista Primoli, de inspiração barroca, com data estimada de início da construção em 1735 e a conclusão entre 1744 e 1747, inspirada na igreja de Gesú, em Roma, que era a igreja central da Ordem dos Jesuítas. Sua construção ocorreu em partes, sendo a nave primeira parte, depois a torre e, finalmente, o pórtico, sendo este atribuído a José Grimau. Possuía ornamentação interna rica e colorida, com entalhes e pinturas sacras.
Igreja
Os padres jesuítas utilizavam a dança, a música, o canto, o teatro, a escultura e o desenho como forma de catequizar os nativos. Além de se tornarem cristãos, os índios aprendiam espanhol e noções de economia, arte, ciências, música e a confeccionar instrumentos musicais.
Em 1750, com a assinatura do tratado de Madri, a região dos Sete Povos das Missões foi trocada com Portugal pela Colônia do Sacramento, passando esta região ao domínio português e a Colônia do Sacramento ficando de domínio espanhol. Os Guarani se recusaram a entregar as reduções aos portugueses, oferecendo resistência. Ficou famosa a frase do líder Guarani Sepé Tiaraju “Essa terra tem dono!” (Co Yvy Oguereco Yara, em Guarani). Isto levou Portugal e Espanha a se unirem contra os índios, causando o conflito conhecido como Guerras Guaraníticas (1754 a 1756), que levou à matança dos índios e destruição das reduções, terminando com a morte de Sepé Tiaraju, em 1756.
Renata no interior da Igreja
 A ação do tempo e a depredação humana, levaram à destruição das construções. Em 1938 os remanescentes dos Sete Povos foram tombados como Patrimônio Nacional e, em 1983, juntamente com as Missões localizadas em território argentino de San Ignacio Mini, Santa Ana, Nuestra Señora de Loreto e Santa María La Mayor, São Miguel das Missões foi declarada patrimônio cultural mundial pela UNESCO.
Após o espetáculo nas ruínas, fomos jantar em um restaurante próximo chamado Aldeia Grill. O local é bom, com um Buffet de comida caseira com um custo de R$ 25,00 por pessoa, fora as bebidas.

Igreja
Na manhã seguinte, após o café da manhã, iniciamos a viagem de volta para casa. Antes de sairmos de São Miguel abastecemos as moto. Saímos às 9:45 horas. Chegamos em Espumoso às 12:30 horas e fomos direto ao posto de gasolina onde havíamos abastecido as motos no dia anterior e, qual nossa surpresa que, na cidade, não havia sequer um posto de combustível aberto. O local para abastecimento mais perto seria a cidade de Soledade, distante cerca de 40 Km de onde estávamos. Chegamos em Soledade às 13:05 horas e também encontramos diversos postos fechados. Após alguma procura, encontramos o Posto Bellenzier, já tendo rodado 265,5 Km desde São Miguel.
Almoçamos em Soledade no restaurante Genova, localizado na Av. Marechal Floriano Peixoto, 808, sala 13. O local é bastante amplo e serve uma grande variedade de comidas em seu buffet, incluído frutos do mar e iscas de jacaré à milanesa, todos com muita qualidade. O único ponto negativo é a acessibilidade a qual não é projetada em todo o prédio, não apenas no restaurante. O atendimento é muito bom e o preço bastante justo pelo que oferece, saindo por R$ 32,00 por pessoa o buffet livre ou R$ 48,00 / Kg. O proprietário nos informou que em dias úteis o preço é mais barato.
Soledade
Seguimos pela BR 386 até o município de Lajeado, onde paramos para mais um cafezinho no restaurante Charrua, com 103 Km rodados desde o abastecimento em Soledade. Neste ponto o Cavion e a Janice já não estavam mais conosco, pois seguiram em direção a Caxias do Sul através de outra estrada logo após Lajeado, no município de Estrela.
Continuamos pela BR 386 em direção a Porto Alegre, porém optamos por entrarmos por Canoas, através da  BR 116, ao invés de entrarmos pela BR 448, pois esta termina na BR 290 em frente à arena do Grêmio e era dia de Gre-Nal, sendo que  a hora prevista de chegada coincidiria com o término do jogo.
Chegamos em Porto Alegre às 18:30 horas, com 226,3 Km desde o abastecimento em Soledade e com um total de 995,6 Km rodados nestes dois dias de viagem.
Foram momentos maravilhosos, com amigos cuja companhia nos enche de alegria e faz com que tenhamos cada vez mais vontade de compartilhar novos momentos com este grupo, na estrada. Além do mais, cada viagem feita também nos traz novos conhecimentos e faz com que vejamos o mundo de forma que somente por trás da viseira é possível entender.
 
Rota





segunda-feira, 27 de abril de 2015

Ninho das Águias – Nova Petrópolis



Terça-feira, dia 21 de Abril de 2015.
Dia de passeio de moto com meu filho Fabrício, neste feriado de Tiradentes.
Saímos de casa às 13.00 h, em direção à serra gaúcha, mais precisamente ao  município de Nova Petrópolis, para conhecer o morro Ninho das Águias. O destino foi uma dica do amigo Marcelo Veiga, morador em Ivoti, cidade próxima à Nova Petrópolis.
Rumamos pela BR 116, passando pelos municípios da região metropolitana de Porto Alegre, pelo Vale dos Sinos e subindo a serra gaúcha através da Rota Romântica, até o município de Picada Café, onde paramos para almoçar. O restaurante escolhido, também por indicação do Marcelo, foi a Tenda do Guri, no Km 192 da BR 116. Chegamos ali com 93 Km rodados.
O restaurante é bastante simples, servindo comida caseira sem grande  variedade. Fomos atendidos por uma jovem não muito simpática informando, o valor do almoço de forma direta, sem que perguntássemos. Confesso que cogitei a possibilidade de procurar outro local para almoçarmos mas, como havia chegado ali por indicação, resolvi permanecer. Grande decisão. A comida é fantástica, com um sabor de verdadeira culinária caseira. O macarrão caseiro é sensacional, assim como a feijoada, o feijão mexido, a carne de porco à milanesa entre outros. As sobremesas todas muito boas, em especial o creme de baunilha que acompanha o sagu, que recebeu do meu filho o comentário de ser o melhor que ele já provou. Para completar, a simpatia do proprietário, atendendo no caixa, faz com que nos sintamos em casa, esquecendo a forma um pouco rude com que fomos recepcionados. Vale à pena uma parada na Tenda do Guri.

Tenda do Guri
Após o almoço, reiniciamos nossa viagem. Logo em seguida chegamos à cidade de Nova Petrópolis, a cerca de 10 Km da Tenda do Guri.  Chegando em Nova Petrópolis, antes de entrar no centro da cidade, se continua pela BR 116 em direção à cidade de Caxias do Sul, por mais cerca de 3 Km, no Km 181, onde se acessa uma estrada não pavimentada, à esquerda. A partir deste ponto, se anda cerca de 5 Km até chegar ao topo do morro do Ninho das Águias. A distância percorrida até aí foi cerca de 110 Km. O morro tem uma altitude de cerca 684 m de onde se tem uma vista panorâmica de 270 graus do Vale do Caí. O local é utilizado para a prática de voo livre desde 1987 e, em 1989 foi fundado o clube Ninho das Águias. Na saída do alto do morro, parte do caminho se dá por um trecho diferente da chegada, sendo bastante íngreme e irregular, necessitando um cuidado muito grande. Logo em seguida se retoma a mesma estrada de acesso e, depois, a BR 116.
Acesso ao Morro Ninho das Águias
Após algum tempo contemplando aquela paisagem fantástica e compartilhando o momento com meu filho, retornamos para Porto Alegre.  No caminho paramos para um café em um paradouro a nossa esquerda da BR 116, no Km 240, no restaurante e lancheria Hamburgo Grill. O local é bem  legal e o atendimento é espetacular.





















Rota
Chegamos em Porto Alegre em torno das 19 horas, com 222,1 Km rodados.

Aniversário da Lia – Rancho Ventania


Domingo, dia 12 de Abril de 2015.
Na Estrada 100 em festa de aniversário surpresa à querida cunhada Lia, esposa do mano Magno, no Rancho Ventania, em Osório, RS.  Como sempre, muita alegria e energia maravilhosa que é uma característica do Rancho Ventania.

Parabéns Lia!!!! Muita saúde, paz e felicidade!!!!