terça-feira, 3 de setembro de 2019

Serra Catarinense: São Joaquim e Urubici



Final de semana em Urubici, na serra do Estado de Santa Catarina, com o objetivo de acompanharmos os amigos que estavam na semifinal do GS Trophy.
Saímos de Porto Alegre na sexta-feira, dia 23 de agosto de 2019, às 19 horas pelas BR 290 e BR 101 com destino à cidade de Orleans, em Santa Catarina, onde chegamos em torno da meia-noite. O trajeto percorrido já foi descrito aqui quando das outras viagens à serra Catarinense (http://rotasdemoto.blogspot.com/2018/11/serra-do-rio-do-rastro-serra-do-corvo.html) com a única diferença que, desta vez, passamos por dentro da cidade de Criciúma.
No dia seguinte seguimos para Urubici, subindo a Serra do Rio do Rastro. Após passarmos pela Serra do Rio do Rastro paramos para almoçar em um pequeno restaurante em Bom Jardim da Serra localizado às margens da SC 390, chamado California Grill. Comida simples e com bom preço.
Cerca de 38 Km após o Mirante da Serra do Rio do Rastro está o trevo da SC 390 com a SC 110. Nesse ponto se entra à direita para chegarmos até Urubici pela SC 110 por mais 45 Km. Nesse dia, no entanto, antes de rumarmos para Urubici, optamos por conhecer a cidade de São Joaquim. No trevo das duas rodovias seguimos em frente pela SC 110 por mais 15 Km até o centro da cidade.
São Joaquim é município da Serra Catarinense, com uma altitude de 1.360m acima do nível do mar. A economia local está baseada na pecuária e cultivo de maçãs sendo, atualmente, o terceiro produtor da fruta no Estado de Santa Catarina. O clima predominante é frio e seco, sendo considerada a cidade mais fria do Brasil. A população estimada é de um pouco mais de 26 mil habitantes. É uma cidade bastante agradável e que aparenta cultuar sua história, o que é demonstrado no monumento em homenagem aos tropeiros logo no pórtico de entrada, ficando mais evidente no monumento Manoel Joaquim Pinto,  em homenagem ao fundador da cidade, este localizado ao lado da Prefeitura Municipal onde mostra sua história através de esculturas sendo uma delas um trabalho feito em tronco de araucária representando um tropa de animais conduzida por bandeirantes. No local, as demais obras contam um pouco mais sobre de São Joaquim.
Saindo de São Joaquim seguimos para Urubici, distante 61 Km. Cerca de 7 Km antes de chegarmos em Urubici entramos em uma estrada sem pavimentação para conhecermos o Parque Cascata do Avencal. São apenas 1800m de estrada de chão até chegarmos ao parque. O valor do ingresso é de R$ 10,00. No local existem plataformas de onde se pode observar de cima a cachoeira do Avencal e o cânion. Uma destas plataformas é de vidro, com a cânion ficando sob nossos pés.
Em Urubici nos hospedamos na pousada Encanto Fermiano, localizada na Av. Adolfo Konder, 374, no centro da cidade. A pousada é nova, simples e com excelente aspecto e higiene, além de um ótimo atendimento por parte do proprietário. Não servem café da manhã, o que não é um problema pois na cidade existem algumas padarias com uma grande variedade de produtos e com preço bastante barato. Os únicos dois pontos que deixaram a desejar foi a falta de ar condicionado nos quartos e camas sem o lençol superior.
Após encontrarmos os amigos de Porto Alegre, que também estavam presentes no evento GS Trophy, fomos jantar no restaurante Montês (rua Policarpo de Sousa Costa, 01). Um lugar muito bom, com comida saborosa e atendimento com simpatia e atenção, além de ótimas cervejas artesanais.
Na manhã seguinte, domingo, após visitarmos o local onde estavam ocorrendo as provas do GS Trophy, iniciamos a volta para Porto Alegre. Saímos de Urubici em torno das 11 horas da manhã.
Deixo aqui meu reconhecimento ao grande amigo e irmão André Vargas, instrutor de pilotagem off road e proprietário da Escola de Pilotagem Master Trail. Durante a preparação para as provas do GS Trophy o André treinou cinco pilotos amadores como todos nós e, destes, quatro foram classificados para a prova  final que será realizada em São Paulo. Alguns dos pilotos iniciaram sua vida em duas rodas há poucos meses e, com as instruções e treinamentos orientados pelo André Vargas / Master Trail, superaram limites jamais imaginados até então. Parabéns!!!
No alto da Serra do Rio do Rastro, à direita da rodovia no sentido para Lauro Müller, existe uma estrada sem pavimentação de menos de 1 Km que leva até ao cânion da Ronda. Após é necessário seguir a pé por mais cerca de 500m. No local tem um mirante de madeira de onde se pode contemplar o cânion. Um lugar muito bonito e que não deve ser deixado para trás quando passar por ali. A entrada no parque é R$ 10,00.
Paramos para almoçar em Lauro Müller em um restaurante chamado Route 66. Montado dentro de containers, o lugar é temático de motociclismo e de muito bom gosto. Embora o foco do lugar sejam os hamburgers, devido ao horário optamos por pedirmos uma Alaminuta cada um. O ponto negativo em nossos pratos foi um tempero sem um sabor marcante e a carne um pouco dura. O preço é bastante barato. Vale à pena conhecer.
De Lauro Müller seguimos para Porto Alegre através do mesmo roteiro também já publicado anteriormente aqui no blog (http://rotasdemoto.blogspot.com/2014/09/serra-de-santa-catarina.html).
Chegamos em Porto Alegre em torno das 20h20min, com 986,8 Km rodados neste final de semana.

Primeira parada. Praça de pedágio da BR 290

Com o Alessandro, leitor do blog Rotas de Moto. Fazendo novos amigos. 

Foto clássica da Serra do Rio do Rastro
Chegada em São Joaquim

São Joaquim

São Joaquim

São Joaquim: monumento aos tropeiros
São Joaquim

São Joaquim

São Joaquim: Monumento Manoel Joaquim Pinto. Escultura em tronco de araucária

São Joaquim

São Joaquim

São Joaquim

São Joaquim
Cascata do Avencal. Urubici.

Vista do alto do Parque Cascata do Avencal. Urubici

Parque Cascata do Avencal. Urubici

Parque Cascata do Avencal. Urubici
Chegada em Urubici

Procas do GS Trophy. Urubici

Marcos, André Vargas e Humberto. Grandes irmãos. 

Local onde foram as provas do GS Trophy e Urubici

Local onde foram as provas do GS Trophy e Urubici
Cânion da Ronda - Serra do Rio do Rastro

Cânion da Ronda - Serra do Rio do Rastro

Restaurante Rout 66. Lauro Müller



segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Off road entre Barra do Ribeiro e Arambaré


Marcos. Triumph Tiger Explorer 1200 XCX
Humberto. Triumph Tiger Explorer 1200 XCA.

Sábado, 6 de julho de 2019.
Hoje nosso destino é o trajeto entre as cidades de Barra do Ribeiro e Arambaré, por uma estrada secundária não pavimentada.
As duas cidades estão localizadas ao sul de Porto Alegre e na margem oeste da Lagoa dos Patos, distantes cerca de 102 Km entre si através da BR 116, a qual é uma rodovia asfaltada e o principal elo de ligação entre a capital e o sul do Rio Grande do Sul. Desta vez, porém, vamos fazer o trajeto entre essas duas cidades por off road. A ideia surgiu quando eu estava procurando lugares para conhecer através de estradas sem pavimentação. Através do Google Maps descobri que existia essa estrada a qual eu nunca havia passado, embora conheça muito bem a região sul do Rio Grande do Sul. A curiosidade para saber o que encontraria por ali brotou de forma imediata.
Saímos de Porto Alegre quase no final da manhã, através da BR 290 em direção ao sul, continuando pela BR 116 até chegarmos no trevo de acesso à ERS 709, à esquerda da via, já no município de Barra do Ribeiro. Esse trevo está localizado cerca de 44 Km distante da ponte sobre o lago Guaíba, na saída da cidade de Porto Alegre. Através da ERS 709 seguimos mais 11 Km até chegarmos na cidade de Barra do Ribeiro. A partir daí entramos na estrada que nos lavaria até Arambaré. No caminho está a cidade de Tapes, distante 52 Km de Barra do Ribeiro por esta estrada. Tapes também está às margens da Lagoa dos Patos e foi lá o local onde planejamos parar para almoçar.
O trajeto entre Barra do Ribeiro e Tapes é bastante interessante e um tanto peculiar. Existem trechos que não nos lembram em nada o tipo de estrada sem pavimentação que estamos acostumados no Rio Grande do Sul, com alguns deles fazendo lembrar a Transpantaneira, no Pantanal do Mato Grosso. Nesse caminho se passa à frente de algumas propriedades rurais de construções antigas e com características às quais confesso não conseguir definir. Durante o trajeto descobrimos que existem outras estradas que facilmente podem fazer com que saiamos de nossa rota. Foi o que aconteceu logo no início, quando passamos por um entroncamento e optamos pelo ramal errado, o qual nos conduziu até a BR 116, no trajeto entre as duas cidades. Creio que andamos cerca de 10 Km na estrada errada. Retornamos pelo mesmo caminho off road até o ponto de divisão da estrada, desta vez seguindo na direção certa.
Em um determinado ponto encontramos uma ponte de madeira sobre um arroio. O tipo de ponte e o visual do lugar é algo sensacional. Passamos por fazendas de agricultura e de pecuária. Em outro trecho a estrada assume uma característica bastante diferente, com uma descida acompanhada pela vegetação e, ao longe, uma vista dos campos da região com um visual inesperado para as características geográficas da região.
Chegamos em Tapes em torno das 13h20min. Procuramos um restaurante, porém aqueles localizados no centro da cidade já estavam encerrando suas atividades. Fomos orientados a procurar o restaurante Bambu, especializado em peixes. O lugar está às margens da Lagoa dos Patos, o que proporciona uma vista muito bonita das águas da lagoa. Em setembro de 2014 estive neste restaurante e, naquela época, não fiquei com uma impressão agradável (http://rotasdemoto.blogspot.com/2014/09/tapes-e-sentinela-do-sul.html). Desta vez a impressão foi outra. O lugar continua bastante simples, porém o atendimento está completamente diferente. Quem atende é o proprietário, Sr. Carlinhos, e seu sobrinho. Além de muito simpáticos, primam por não deixar o nosso prato vazio. Comemos filé de traíra frito com arroz, batatas fritas e saladas, tudo muito saboroso e à vontade.
Após o almoço seguimos em direção à Arambaré. A distância entre as duas cidades é de aproximadamente 37 Km de uma estrada sem pavimentação. Desta vez o trajeto assume as características próprias desta região do Rio Grande do Sul. Passamos por outras propriedades rurais, porém o trecho não nos traz um visual diferente do que estamos habituados, o que não deixa de ser bastante atraente. A estrada proporciona um off road tranquilo, com uns raros trechos de areia mais fofa para dar um pouco mais de diversão à pilotagem.
Chegamos em Arambaré no final do dia com cerca de 144 Km rodados, sendo 89 Km em off road, ainda a tempo de curtirmos um pouco do final da tarde à beira da Lagoa dos Patos. Fizemos um breve passeio pela pequena cidade, fazendo com que eu voltasse no tempo até minha adolescência quando Arambaré era distrito do município de Camaquã e onde as famílias tinham casas de veraneio. Morei em Camaquã entre os anos de 1978 e 1981 e tive a oportunidade de visitar Arambaré algumas vezes. A maior memória que trago daquela época são de alguns dias em que fiquei acampado em uma pequena barraca no pátio da casa da minha primeira namorada, no verão de 1980.
A história de Arambaré inicia em meados do século XVIII quando a região, até então habitada por índios Arachas, recebe os primeiros casais açorianos para ali fundarem as primeiras fazendas e charqueadas. A denominação inicial era de Barra do Velhaco passando, em 1938, a se chamar Paraguassu e, em 1945, recebendo o nome de Arambaré. Em março de 1992 Arambaré recebe sua autonomia, se emancipando do município de Camaquã. A cidade tem uma beleza natural ímpar, com sua praia repleta de árvores e muitas figueiras.  Arambaré tem uma população de 4500 habitantes e está localizada a cerca de 160 Km de Porto Alegre pela BR 116 na chamada região da Costa Doce. A economia do município se baseia no turismo, agricultura e pecuária.
Iniciamos nosso retorno para Porto Alegre já à noite, pelo asfalto, seguindo pela rodovia ERS 350 por 31 Km até a BR 116, no trevo de acesso à cidade de Camaquã. Após seguimos pela BR 116 por mais 122 Km em direção norte até a ponte sobre o Lago Guaíba na entrada de Porto Alegre, onde chegamos em em torno das 20 horas.  O total percorrido no dia foi de 361,3 Km.
Nosso Estado tem regiões muito próximas, com belezas naturais fantásticas às quais não imaginamos. O trajeto off road entre Barra do Ribeiro e Arambaré é um destes locais que não podem deixar de serem conhecidos.

Barra do Ribeiro - Baixando a calibragem dos pneus 
















Lagoa dos Patos - Tapes

Restaurante Bambu - Tapes








Brincando na areia

Brincando na areia

Brincando na areia

Chegando em Arambaré

Arambaré

Arambaré

Arambaré
Rota

Arambaré