segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Expedição 2014 - 3º dia.



Terceiro dia: Segunda-feira, 08 de Dezembro de 2014.

Montevideo é a capital e maior cidade do Uruguai, além de ser a sede do MERCOSUL. A população é de cerca de 1,3 milhões de habitantes.
Após o café da manhã no hotel, fomos até uma loja de motos, representante da marca Royal Enfield, na Av. Gral. Rivera, 4406, onde o Álvaro solicitou ajuda para um ajuste na corrente de sua moto. Fomos muito bem recebidos e, embora não fosse uma oficina, muito menos uma concessionária Yamaha, a atenção dispensada a nós foi muito boa. Ali, além das Royal Enfield,  vendem acessórios para motocicletas e motociclistas.
De lá fomos ao Shopping Tres Cruces, localizado na Av. Italia com Blvr. Artigas, na loja de vendas da Buquebus, para comprarmos as passagens de Colonia del Sacramento para Buenos Aires. Resolvemos deixar as motos em Colonia e irmos sem nossas companheiras para Buenos Aires, já que fomos informados que, além de ter um trânsito complicado para motos, principalmente estrangeiras, o índice de roubos é bastante grande por lá. A loja da Buquebus fica no subsolo do Shopping e tem um atendimento muito bom. Ali foi possível não só comprarmos as passagens como também fazermos as reservas do hotel. Existem mais de um tipo de embarcações, sendo que o tempo de viagem pode variar entre 1 a 3 horas de viagem. O custo da viagem, em embarcação rápida, ida e volta (1 hora de viagem entre Colonia del Sacramento e Buenos Aires), transfer para o hotel e retorno ao porto,  e três noites de hotel em Buenos Aires foi de, aproximadamente, R$ 440,00 por pessoa.
Após sairmos do Shopping Tres Cruces fomos ao Estádio Centenário. O estádio, localizado na rua Turquia, 3302, entre Inglaterra e Mejico, pertence à Intendencia Municipal de Montevideo e destina-se a receber as partidas de futebol dos times locais, principalmente Peñarol e Nacional. Foi inaugurado em 1930, para sediar a copa do mundo aquele ano ocorrida no Uruguai. No seu interior há o museu do futebol, visitado pelo Jorge e pelo Renan. O estado de conservação do estádio está muito aquém do que se poderia esperar. O valor para visitar o Centenário é de 50 pesos uruguaios (cerca de R$ 5,00). Com a visita ao museu incluída sai por 100 pesos (cerca de R$ 10,00).

Estádio Centenario
Saímos do Estádio Centenário e fomos passear pela cidade. Fomos, inicialmente, ao Parque Rodó, localizado no bairro de Punta Carretas. O nome é uma homenagem ao escritor uruguaio José Enrique Rodó. Em frente há o Casino Parque Hotel, um dos cassinos mais importantes de Montevideo. Almoçamos por ali, em um restaurante muito simples, com comida razoável e preço um pouco abaixo da média. Não é um lugar que eu recomendaria.
Após almoçarmos continuamos nosso passeio pela capital Uruguaia. Fomos à Cidade Velha (Ciudad Vieja), que é um bairro que abriga a região onde iniciou a cidade, no ano de 1724. Deixamos as motos estacionadas na rua, em local prórpio para motocicletas, já que não encontramos estacionamento fechado que aceitasse motos nas redondezas e, no único que conseguimos, solicitaram para deixarmos as motos soltas, o que não nos inspirou confiança em relação à possibilidade de danos, não necessariamente a furto.

Rua Sarandi com os Portones de la Cidadela ao fundo
Na Cidade Velha está a Plaza Constitucón, onde se encontra a Catedral Metropolitana de Montevideo, antiga Igreja Matriz, construída a partir de 1790. Na praça existe uma feira de artesanatos uruguaios. Esta praça foi o centro do início da cidade. Em posição oposta à Catedral, está o Cabildo de Montevideo, sede do governo colonial. Seguindo pela rua Sarandi por duas quadras, se chega à Plaza Independencia onde, no período colonial, foi um forte chamado Cidadela. Ainda existe no local parte da construção onde foi um dos portões do forte, conhecido por Portones de la Ciudadela, localizado no cruzamento da rua Sarandi com a rua Juncal.
Atravessando a rua Juncal e o Portone de la Ciudadela, no término da Sarandi, se entra na Plaza Independência. Ali está localizado uma imponente estátua do Gen. Artigas, montado sobre cavalo, e seu mausoleo. José Artigas era um soldado espanhol, com ideais iluministas, que liderou um movimento popular na margem esquerda do Rio da Prata, a chamada Banda Oriental,  contra Espanha e Portugal, para libertar a região do domínio europeu. Devido suas ações em defesa dos pobres, até hoje é conhecido como “El protector de los pueblos libres”. Em 1816 tropas luso-brasileiras invadem o Uruguai e, após quatro anos de resistência, as tropas de Artigas são derrotadas e Portugal anexa ao Brasil as terras retomadas, com o nome de Província Cisplatina. Derrotado, Artigas vai para o exílio, onde morre em 1850, sem jamais retornar ao Uruguai. A Província Cisplatina permaneceu anexada a Portugal e, depois ao Brasil, até 1828, quando obtém sua independência.

Plaza Independencia


Seguimos nosso passeio a pé pela Av. 18 de Julio, que é um dos principais centros comerciais de Montevideo. Na esquina desta avenida com a Rua Yi está localizada a Fuente de los Candados (Fonte dos Cadeados), uma fonte onde casais prendem cadeados com seus nomes gravados e colocam as chaves fora, na crença que assim o amor entre o eles jamais acabará. Em frente à fonte está o restaurante Facal, um local tradicional de Montevideo e com um atendimento muito simpático.



Retornamos às motos e fomos passear pela Rambla, onde seguimos até o Hotel Casino Carrasco, no bairro Carrasco, por uma distância aproximada de 19 Km. O hotel, em estilo francês, foi inaugurado em 1921 como um balneário para a elite do início co século XX. É uma das construções mais tradicionais de Montevideo. Hoje, revitalizado, está sob domínio do grupo Sofitel.
À noite jantamos com os primos Roxana e Franco em sua residência. Um típico jantar uruguaio, com “ensaladas, papas e milanesas”, além de uma excelente cerveja. É claro que estávamos sem as motos.
Neste dia rodamos exatos 67 Km dentro de Montevideo.



Rambla

Rambla

Teatro Solis, em frente à Plaza Independencia

Expedição 2014 - 4º dia.






Quarto dia: Terça-feira, 09 de Dezembro de 2014
Partimos para Colonia del Sacramento às 9:45 h da manhã.
Ainda dentro de Montevideo abastemos as motos. A NC fez 22,7 Km/l desta vez, com 138,5 Km rodados desde a última reabastecida. Seguimos pela Ruta 1 em direção à Colonia. A estrada é de boa pavimentação, como de costume no Uruguai. No Km 85 paramos para um cafezinho em uma lanchonete à beira da estrada, muito simples e atendida por uma senhora extremamente amável, que fez questão de fotografar nossas motos e ser fotografada junto a nós. Nos indicou visitar um museu de carros antigos localizado um Km atrás, no Km 84, no lado oposto ao que nos encontrávamos na estrada.  Retornamos e encontramos o lugar. Ali existem dezenas de veículo antigos, quase amontoados, entre motocicletas, dezenas penduradas nas paredes, carros, tratores e até um carro fúnebre com dois caixões que, segundo o senhor que nos recebeu, o proprietário do local comprou para ser usado em seu funeral.  Fomos muito bem recebidos, sendo permitido tirar fotografias sobre as motos e dentro dos carros. A entrada é franca e o atendente faz questão de mostrar tudo o que ali existe além de explicar cada uma das peças. É um local que não pode deixar de ser visitado nesta rodovia.

Museu de veículos antigos

Chegando em Colonia del Sacramento

Chegamos em Colonia del Sacramento em torno das 13 horas e fomos procurar a casa de amigos da prima Roxana,  local onde deixaríamos as motos. Ao lado do porto de Colônia existe um estacionamento que se pode deixar as motos porém, por termos disponível a garagem da residência de pessoas recomendadas, obviamente não utilizamos o estacionamento do porto. O casal que nos recebeu, o senhor Carlos e a senhora Elsa, são pessoas incríveis.  Registro aqui nossa gratidão.
Após nos apresentarmos e deixarmos nossas bagagens, fomos até o centro da cidade. Fizemos um lanche em uma lanchonete junto à estação venda de passagens de transporte fluvial entre Colonia e Buenos Aires. O local é bom e com preços compatíveis, porém atendido por uma jovem não muito simpática. Tudo bem, nós estávamos em um excelente astral, o que não atrapalhou em nada.
A cidade é a capital do Departamento de Colonia. Orginada da Colonia do Santíssimo Sacramento, fundada em em 1680. A coroa prtuguesa, com intensão de expandir seus domínios até o Rio da Prata, determinou ao governador e capitão-mor da Capitania do Rio de Janeiro, Dom Manuel Lobo, que edificasse uma fortificação na margem esquerda deste rio. Em poucos meses os espanhóis, que ocupavam Buenos Aires, na margem oposta do Rio da Prata, reagiram e tomaram a Colonia do Santíssimo Sacramento em episódio conhecido como “Noite Trágica”, a 7 de agosto do mesmo ano. No ano seguinte, através de negociações diplomaticas, retornou ao domínio português até 1705, retornando ao domínio espanhol até 1715. O local tinha importância bélica e mercantil no Rio da Prata. Desde então foi alvo de disputas entre Portugal e Espanha, sendo incorporado à Província Cisplatina no século XIX e permanecendo junto ao Uruguai com sua independência.
As ruas e as casas são peculiares e nos remetem aos séculos XVIII e XIX. Connhecemos lá um jovem casal de brasileiros, vindos de Porto Alegre, que resolveram mudar para Colonia del Sacramento em busca de uma vida mais tranquila. Abriram uma pequena loja e lá vivem. O apelo ao turismo é bastante grande, com diversas lojinhas de souvenirs espalhadas pela cidade, em meio às antigas construções e uma história muito rica.


Colonia del Sacramento - Uruguai

Colonia del Sacramento - Uruguai

Colonia del Sacramento - Uruguai
No final da tarde retornamos à casa de nossos anfitriões, onde deixamos as motos. De lá fomos para o porto de Colonia, onde se faz a imigracão entre Uruguai e Argentina. Deve-se comparecer ao embarque com uma hora de antecedência à saída da embarcação. A saída do Uruguai e a entrada na Argentina se dá em um terminal no porto, em guichês conjuntos, sem qualquer separação entre eles, com os funcionários dos dois países trabalhando lado a lado.
Saímos de Colonia às 20:30 h, horário de verão uruguaio. A viagem foi muito tranquila emu ma embarcação muito confortável, inclusive com um pequeno free shop a bordo.
Desmbarcamos em Buenos Aires às 20:30 h, horário Argentino, onde não existe horário de verão.  O nosso transfer nos levou para o hotel San Antonio, localizado na rua Paraguay. Um hotel muito bom, limpo, com banho excelente, camas confortáveis e um café da manhã muito bom. Levando-se em consideração o custo de R$ 440,00 pelos dois trechos de transporte marítmo, transfer para o hotel e retorno ao porto, e três noites de hotel, o valor pago não se pode dizer que foi caro. Nesta noite jantamos em um restaurante próximo ao hotel, chamado El Carbón. O local é muito legal, com um astral argentino marcante. Comemos bife ancho e bife de chorizo (bons) e assado de tira, este último meio duro, sem corresponder ao que se esperava. O custo, com refirgerantes, foi de R$ 60,00 por pessoa. 

Expedição 2014 - 5º dia.





Quinto dia: Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2014
Buenos Aires é a capital da Argentina e sua maior cidade, com uma população aproximada de três milhões de habitantes. É a segunda maior área metropolitana da América do Sul, ficando atrás apenas da grande São Paulo ao lado da qual é considerada Cidade Global Alfa. A cidade não faz parte da província de Buenos Aires, sendo um distrito autônomo.  É um dos principais destinos turísticos do mundo, com arquitetura em estilo europeu e uma vida cultural bastante intensa e rica, o que lhe atribui a denominação de A Paris da América Latina. A origem do nome vem da devoção à Nossa Senhora dos Bons Ares que tinham  os marinheiros sevilhanos no século XVI.
O tempo que programamos para fircarmos em Buenos Aires foi de apenas dois dias, período no qual teríamos tentar visitar o maior número possível de pontos turísticos e termos uma idéia geral da cidade. Para isso, optamos por fazer um passeio em um ônibus de turismo (Bus Turistico ou Buenos Aires Bus). O ônibus, com dois andares sendo o de cima aberto, sai da Diagonal Norte, próximo à Florida, passando por diversos pontos turísticos, onde se pode descer e conhecer o local, retornando ao próximo ônibus que passar para continuarmos o passeio. Durante o percursso se pode acompanhar uma gravação em diversos idiomas, inclusive português, com fones de ouvido, que serve como guia dos locais por onde o ônibus passa. É uma excelente opção para se conhecer a capital argentina. O único problema está em relação à pontualidade do ônibus em seus pontos de passagem, a qual não é muito respeitada. Mas, em se tratando de um passeio sem pressa, não chega a comprometer a programação. O custo para o pesseio é de 390 pesos argentinos para um dia e de 450 pesos para dois dias, o que significa cerca de R$ 98,00 para um dia e R$ 110,00 para dois dias, por pessoa. Esta foi, com certeza, uma excelente escolha.
Nossa primeira parada foi no estádio Bombonera, do Club Atletico Boca Juniors, no bairro La Boca, pois os amigos Jorge e Renan são amantes do futebol e, para os que curtem e acompanham o esporte, este é um ponto obrigatório a ser visitado.  O nome Bombonera se origina da semelhança a uma caixa de bombons. O ingresso nas dependências do estádio sai pelo valor de 95 pesos argentinos para visita sem guia e 115 com guia (cerca de R$ 24 e R$ 29,00), esta última durando cerca de uma hora e meia e em horários definidos. Devido ao tempo, optamos por fazer a visita sem guia. O estádio, com o tamanho mínimo exigido pela FIFA, foi construído em 1923 e tem três anéis de arquibancadas muito próximas ao gramado, o que faz com que quem assista aos jogos da arquibancada superior tenha uma visão com sensação de verticalidade.
Ao saírmos do estádio, caminhamos por cerca de quatro quadras até chegarmos ao Caminito, que também é um dos pontos cultural e turístico mais importantes de Buenos Aires, tendo inspirado o tango Caminito, composto em 1926 por Juan de Dios Filiberto. O caminho turístico é formado por uma rua em curva com cerca de 150 m. As casas são construídas em Madeira com a parte externa coberta por chapa metálica de cores diversas, um tipo de construção precária que caracterizou o bairro desde sua construção, no final do século XIX. Deve-se ter atenção com os objetos como celulares e cameras fotgráficas para evitar furtos. Também se deve cuidar para não ir às ruas afastadas da área de turismo, pois o bairro é conhecido por ser uma região de muitos assaltos.

El Caminito

Continuamos nosso passeio e fomos até o bairro chinês, onde almoçamos. Não é um lugar que se possa dizer que é  um passeio diferente e legal. Não há nada de mais por lá. O restaurante no qual amoçamos, apesar de ser chinês, oferece apenas talheres e, caso deseje utilizar hashi terá que solicitar. Comida ruim.
Nossa próxima parada foi no bairro da Recoleta. É um bairro nobre, com imóveis muito valorizados. A origem do bairro vem do Convento dos Padres Recoletos, da ordem Franciscana, que ali se instalaram no início do século XVIII.  O lugar é muito bonito e inspirador. Ali está o Cemitério da Recoleta que, por incrível que pareça, é também um ponto turístico de Buenos Aires, onde estão estão sepultados diversas personalidades argentinas, com destaque ao mausoléu da família Duarte, onde está sepultada Eva Perón. Como característica, este cemitério abriga verdadeiras obras de arte no que se refere às esculturas sobre os túmulos além de deixar à mostra os caixões no interior dos mausoléus. Mórbido, porém interessante.  No bairro existem diversos cafés que compõem um cenário típico da capital argentina. A parada em um deles é obrigatória.


Recoleta
Saímos da Recoleta já no final da tarde, retomando o ônibus de turismo. Descemos na Calle Florida já anoitecendo. A rua é um centro comercial e ponto turístico, com acesso exclusivo a pedestres, sem passagem de veículos, com uma extensão aproximada de 1 km. Sempre se encontra diversos artistas de rua, principalmente músicos e artesões e, como não poderia deixar de ser, show de tango na rua. Aliás, em quase todos os pontos turísticos de Buenos Aires se encontra dançarinos de tango pela rua prontos para serem fotografados junto aos turistas, sempre com muita sensualidade mediante, é claro, o pagamento de algum valor.
O jantar, mais tarde, foi em um restaurante chamado La Posada, localizado em um prédio construído em 1820, na rua Tucuman 501, esquina com a rua San Martin. O local tem um bom atendimento e com uma comida de boa qualidade. Pedimos uma parrillada para três pessoas, que serviu muito bem aos quatro, além de refigerantes. Custou cerca de R$ 38,00 por pessoa.


Endereço mais famoso de Buenos Aires

Mafalda e Álvaro, no Caminito.


Expedição 2014 - 6º dia.





Sexto dia: Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2014.
Pela manhã retomamos o ônibus de turismo e fomos à Praça de Mayo, localizada no bairro de Monserrat. Esta é a principal praça de Buenos Aires, sendo centro politico desde o período colonial até os dias de hoje. O nome se dá em relação à revolução de Maio de 1810, que desencadeou o processo de independência das colônias do sul da América do Sul. Ao seu redor estão construções importantes de Buenos Aires, como a Casa Rosada, sede do governo argentino, a Catedral Metropolitana, cujo início da construção se deu em 1692 e o Cabildo, que foi sede administrativa, juridical e prisão, no período colonial. No centro da praça existe a Pirâmide de Maio, construído em 1811, para comemorar o primeiro ano da Revolução de Maio. É na Praça de Maio que se reunem as Mães da Praça de Maio, grupo de senhoras que tiveram seus filhos desaparecidos no período da ditadura military argentina.

Catedral de Buenos Aires

Praça de Mayo - Buenos Aires 

Neste dia optamos por retornar ao Caminito para almoçarmos. Optamos pelo restaurante Parrillada Club Zarate, localizado na rua Enrique Del Valle Iberlucea, 1257. Comida boa e com show de tango ao vivo, com preço de 227 pesos argentinos, cerca de R$ 57,00 por pessoa. Os garçons são extremamente simpáticos com um atendimento muito divertido. Ali não aceitam cartões de crédito, potrém se pode efetuar o pagamento com cartão em um açougue próximo, cujo proprietário parece ser o mesmo do restaurante. Um cara extremamente antipático e arrogante que faz com que não queiramos retornar ao local.
Saímos do Caminito e fomos ao Puerto Madero, que é um centro financeiro e gastronômico de Buenos Aires. O porto foi construído em 1882, pelo engenheiro Eduardo Madero, sendo restaurado nos anos 90 do século XX.
Buenos Aires é uma cidade que vale muito a pena ser visitada.



Puerto Madero - Buenos Aires


Expedição 2014 - 7º dia.




Sétimo dia: Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2014.
Acordamos cedo, já que nosso transfer ficou de nos buscar às 6:15 h. Descobrimos que nunca são pontuais. Chegaram com atraso de cerca de meia hora. Nosso Buquebus estava com horário de retorno para Colonia marcado para às 8:30 h, horário argentino, com horário previsto de chegada às 10:30 h, horário uruguaio de verão. Não saiu no horário, assim como chegou com atraso de cerca de 45 minutos.
Chegando em Colônia buscamos as motos e, após novo reabastecimento (NC fez 23,65 Km/l), às 13 horas partimos em direção à Rosario, na Argentina. Nossa rota era irmos até Fray Bentos, ainda no Uruguai e ali atravessar de volta para a Argentina, saindo na cidade de Gualeguaychú.  Saímos de Colonia pela ruta 1 por 49 Km, até chegarmos à ruta 2, onde a acessamos a nossa esquerda. Nossa primeira parada foi após 132 Km de Colonia del Sacramento, na ruta 2, em um posto de gasolina chamado SUC Rosa Drobandi, na localidade de Jose Enrique Rodo, no departamento de Soriano.  Chegamos na aduana para imigração em torno das 16 horas, com 234 Km rodados desde Colonia del Sacramento. O tempo para fazer a imigração foi em torno de 30 minutos e sem qualquer dificuldade e, mais uma vez, tanto a saída do Uruguai como a entrada na Argentina se dão no mesmo local. Atravessamos a ponte General San Martin sobre o rio Uruguai, que é um local espetacular. Ali tem uma praça de pedágio, já em território argentino, em que motos pagam 20 pesos argentinos, o equivalente a cerca de R$ 5,00.




Seguindo pela RN 136, nossa próxima parada foi em Gualeguaychú para reabastecimento, às 16:10 h no horário argentino,necessitando entrar na cidade, Aqui estávamos com 271 Km rodados desde Colonia e minha NC fez 26,87 Km/l. Continuamos pela RP 16 até a localidade de Gualeguay e pela RP 11 até Vitória onde fizemos mais uma parada para novo reabastecimento, a 109 Km de Gualeguaychú. Aqui a NC fez 26,44 Km/l. Continuamos a viagem pela 174 por mais cerca de 60 Km até Rosario, onde chegamos em torno das 21 horas. O dia foi de cerca de 512 Km rodados. Todas as estradas por onde passamos estavam em condições de pavimentação muito boas, sem qualquer problema de trafegabilidade.

Gualeguaychu

Gualeguaychú
A pousada que ficamos se chama Agrelo Departamentos, localizada na Rua Agrelo, 555. O local pertence ao casal Jose Luiz e Lorena, muito receptivos e simpáticos, com uma grande disponibilidade em colaborar com seus hóspedes. Os proprietários residem no local. A casa era a residência do Jose Luiz que a modificou e transformou em um misto de pousada e aparthotel. Ainda está em reformas o que, no momento, causa algumas limitações. O café da manhã, bastante simples, é servido por uma senhora muito amável. É um lugar com condições de higiene adequadas, camas razoáveis e com boa segurança. As dificuldades porventura encontradas, são superadas com muita facilidade pelo carinho e atenção que os proprietários dispensam aos seus hóspedes. O preço da diária foi de R$ 75,00 por pessoa. Fica a poucas quadras do Portal Rosario Shopping Center.

Expedição 2014 - 8º dia.



Oitavo dia: Sábado, 13 de Dezembro de 2014
Devido ao pouco tempo destinado a ficarmos em Rosário, buscamos alguma forma de fazermos um passeio em que fosse possível conhecermos os principais locais da cidade. Não existe, em Rosário, um ônibus de turismo como encontramos em Buenos Aires. A Lorena, proprietária do hotel, nos indicou um serviço de remis, que é um carro com motorista que faz este tipo de serviço. Nosso motorista foi o senhor Cesar Jose (Remis Rosario, telefones 0341-4533621; 155458979; 152463535). O preço cobrado foi de 150 pesos argentinos a hora de passeio, cerca de R$ 40,00.
Rosario é uma cidade do departamento de Santa Fé, com uma população de aproximadamente um milhão de habitantes. Fica a 306 Km de Buenos Aires e a 401 Km de Cordoba. Seu surgimento vem do século XVIII.
Iniciamos nosso passeio pela zona fluvial, às margens do rio Parana. Ali há uma central de turismo, com excelente atendimento, que pode nos dar todas as dicas de passeios e atividades na cidade. Neste mesmo local está o Parque da  Bandeira, onde está também o Monumento  Nacional a Bandeira, local onde Manuel Belgrano ergueu a bandeira da Argentina pela primeira vez, no início do século XVIII. Próximo ao Monumento da Bandeira está a Catedral de Rosario, datada do século XIX.

Monumento da Bandeira - Rosario - Argentina
Junto à orla do rio Parana, em frente ao Parque da Bandeira, está o monumento aos Caidos das Malvinas, que é uma homenagem aos soldados mortos na Guerra das ilhas Malvinas no ano de 1982, entre Argentina e Inglaterra.  Também ali saem passeios de barco, onde se pode ter uma vista da cidade a partir do rio Parana.  No local ainda existem diversas opções de gastronomia desde restaurantes até pequenos trailers de lanches, que eles chamam “carribar”. Paramos em um destes para comprarmos água, o Carribar Ciudad de Rosario, atendido por pessoas bastante amistosas.
Após sairmos do do Parque das Bandeiras, fizemos um passeio de carro pela cidade, parando para almoçar na Av. Costanera, também às margens do rio Parana. O local é a praia da cidade e, por se tartar de um sábado muito quente, estava repleto de pessoas. Almoçamos no restaurante Carlitos (Av. Costanera, 2730), por indicação do nosso motorista. Optamos por um rodízio de peixes no qual são oferecidos três modalidades de pratos, sendo saladas com peixes, frituras e peixe assado, podendo repetir ao gosto do cliente. O peixe assado, em especial, é fantástico. O preço é muito em conta. Com bebidas pagamos o equivalente a R$ 34,00 por pessoa. Aceitam apenas cartão de débito e dinheiro.
Após o almoço fomos descansar um pouco no hotel, tendo combinado com nosso remis para nos buscar em cerca de duas horas para fazermos um passeio de barco pelo rio Parana. Na hora combinada ele estava lá para nos buscar. Chegando ao local da saída do barco, em frentre à Praça da Bandeira, começou uma tempestade, fazendo com que os passeios de barco fossem suspensos o que acabou por nos proporcionar uma cena belíssima às margens do rio, com a chuva forte e um arco-íris.

Rio Parana - Rosario - Argentina
O passeio com o remis do Cesar Jose foi, sem dúvida, uma grande escolha. O custo total ficou em torno de R$ 45,00 por pessoa. Além do mais, o Cesar é uma pessoa fantástica.
À noite optamos por jantarmos no shopping próximo ao hotel e dormirmos cedo, pois no dia seguinte voltaríamos à estrada.
Durante todo o tempo nossas motos ficaram na garagem do hotel, em total segurança.

Residência mais antiga de Rosario - Argentina

Expedição 2014 - 9º dia.




               Nono dia: Domingo, 14 de Dezembro de
         Saímos de Rosario pela manhã com destino à Termas de Daymán, em Salto, no Uruguai. Pegamos a autopista em direção à cidade de Santa Fé. O caminho  é por uma excelente estrada, com dois pedágios ao custo de 14 pesos argentinos, cerca de R$ 3,50 para motos. Cerca de 20 Km antes de chegar em Santa Fé passamos por um campo de girassóis lindíssimo. Na estrada, dentre os diversos veícuos que passaram por nós, chamou a atenção uma van com pessoas idosas as quais fizeram questão de nos abanarem com um largo sorriso em seus rostos. Situações simples que acontecem na estrada e que não tem preço.
Chegamos em Santa Fé com cerca de 168 Km desde nossa saída de Rosario. Abastecemos as motos e ali conversamos um pouco com algumas pessoas de uma família que estavam nos fotografando. É incrível como o motociclismo chama a atenção de adultos e crianças, gerando conversas e fazendo novas amizades nos locais por onde se passa. Ganhei ali um botton do Club Atletico Unión, também conhecido por Unión de Santa Fe.

Santa Fé



Paramos mais aiante em uma loja de conveniências de outro posto de combustíveis para um lanche antes de seguirmos viagem. Ali conhecemos pessoas muito legais o que fez com que ficássemos um tempo maior do que havíamos programado, pois a conversa estava muito boa. Dentre as pessoas que ali conhecemos estava um motociclista local chamado Jorge, com uma moto dos anos 50, da marca italiana Gilera. Este amigo faz parte da Agrupación Santafesina de Motocicletas Antiguas (A.S.M.A.), com página no Facebook. Também tivemos a oportunidade de conhecer o proprietário do local, que nos mostrou sua recente aquisição, uma Kawasaki KLR 650 lindíssima. Antes de sair, sabedor do botton que eu havia recebido recentemente do Unión de Santa Fe, um torcedor do time adversário, o Club Atletico Colón, me presenteou com o seu próprio chaveiro, do time do coração.

Moto do grupo A.S.M.A.
Seguimos viagem em direção ao Uruguai. Saindo de Santa Fe em direção a cidade de Parana, passamos por uma obra de engenharia fantástica. Um túnel que passa sob o rio Parana, o Túnel Subfluvial Uranga-Silvestre Begnis. A medida que vamos chegando próximo ao túnel, a autopista começa a descer gradativamente. Em pouco tempo já estamos dentro do túnel, sob as águas do rio Parana. Tem uma extensão de cerca de 3 Km, unindo a ilha de Santa Cándida, vizinha a Santa Fe, com a cidade de Parana, capital do departamento de Entre Rios. Foi montado com 37 cilindros de 67 m de comprimento, 10 m de diâmetro e espessura de 50 Cm, a uma profundidade que chega a 30 m sob leito do rio e com um sistema de segurança muito bem elaborado.

Túnel Subfluvial


Seguindo pela RN 18, nossa próxima parada foi na pequena cidade de Vilaguay para reabastecermos, a 183 Km de Santa Fe (NC fez 27,78 Km/l). Descanso, água e gasolina. Para entrar em Vilaguay é necessário sair da RN 18 e entrar na RN 130 por aproximadamente 6 Km.
Retornamos à RN 18 e, em poucos kilometros fomos parados pela polícia rodoviária do departamento de Entre Rios. Após fiscalização dos documentos e uma conversa amigável e divertida com o policial, lhe presenteamos com nossos adesivos e seguimos viagem. A RN 18 é uma estrada muito boa, apenas com um trecho ruim após Vilaguay. Está em obras para sua duplicação, o que fará com que fique ainda melhor.
Passamos pela aduana da Argentina e Uruguai no final da tarde, na cidade de Concordia, ainda na Argentina, onde fizemos a imigração, também bastante tranquila. Mais um pouco de conversas com o pessoal do Uruguai e seguimos para as termas de Daymán, onde chegamos em torno das 20 horas, hora local, com cerca de 8 horas de viagem e 529,5 Km rodados desde a saída de Rosario. O trajeto entre a aduana e Termas de Daymán foi com um pôr do sol magnífico, passando pela ponte do Salto Grande sobre a barragem do mesmo nome, que une as cidades de Concordia, Argentina e Salto, Uruguai.

Chegada em Salto, Uruguai.

Em termas de Daymán ficamos no Apart Hotel El Mirador, um local muito legal. São três andares de apartamentos que acomodam um casal e duas pessoas, com camas e banho muito bons, além de uma higienização impecável. O café da manhã está incluido, nos padrões uruguaios. Não tem garagem fechada mas tem estacionamento na frente. Pagamos cerca de R$ 100,00 por pessoa para ficarmos duas noites. O quarto quádruplo ou duplo saem pelo mesmo preço, o que nos fez optar por dois quartos duplos. O pessoal de atendimento são muito simpáticos e prestativos, exceto pela atendente do café da manhã que não tem qualquer tipo de interação com os hóspedes.
Fomos jantar no em um restaurante ao lado do parque termal municipal, chamado Brisas de Daymán, porém não recomendável, com comida que deixa a desejar e um atendimento péssimo por parte do garcon que nos recebeu.